Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

'Morta de medo': advogada argentina faz vídeo após ter prisão decretada por gestos racistas contra garçom

Justiça do Rio decreta prisão preventiva de advogada por ofensas racistas em bar de Ipanema

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 09:13

Advogada foi flagrada fazendo gestos racistas
Advogada foi flagrada fazendo gestos racistas Crédito: Reprodução

A advogada e influenciadora argentina Agostina Páez, de 29 anos, usou as redes sociais na noite de quinta-feira (5) para se manifestar após se tornar ré e ter a prisão preventiva decretada pela Justiça do Rio de Janeiro. A investigada afirmou estar “desesperada” e “morta de medo” diante da possibilidade de ser presa. Agostina é acusada de injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema.

No vídeo publicado, a argentina disse ter sido surpreendida pela decisão judicial, apesar de, segundo ela, estar cumprindo medidas cautelares e colaborando com o processo desde o início. “Neste momento, recebi a notificação de que há uma ordem de prisão preventiva para mim por perigo de fuga, sendo que tenho uma tornozeleira eletrônica e estou à disposição da Justiça desde o primeiro dia”, afirmou.

Advogada foi flagrada fazendo gestos racistas por Reprodução

Na legenda da publicação, Agostina disse temer que a exposição pública possa agravar ainda mais sua situação. “Tenho medo de que fazer este vídeo me prejudique, que meus direitos sejam ainda mais violados. Não posso falar sobre o que aconteceu, só espero que tudo seja esclarecido e resolvido da maneira correta”, escreveu.

A Justiça do Rio aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e determinou a prisão preventiva da advogada. A decisão é da 37ª Vara Criminal e foi proferida nesta quinta-feira. O caso ocorreu no dia 14 de janeiro e envolve acusações de ofensas racistas direcionadas a três funcionários do estabelecimento.

De acordo com o Ministério Público, Agostina teria inicialmente se referido a um dos trabalhadores do bar como “negro” de forma pejorativa. Em seguida, ao deixar o local, teria usado a palavra “mono” — termo em espanhol com conotação racista associada a macaco — além de imitar gestos do animal, reforçando o caráter discriminatório das ofensas.

Investigação

De acordo com a PCERJ, a confusão começou após um suposto erro no pagamento da conta. O gerente teria solicitado que a cliente aguardasse enquanto verificava as imagens das câmeras de segurança. Durante a espera, ainda segundo a polícia, a turista passou a proferir xingamentos de cunho discriminatório.

O gerente procurou a 11ª DP (Rocinha) e relatou ter sido alvo de ofensas raciais, incluindo xingamentos verbais e gestos considerados ofensivos.

Agostina Páez por Reprodução

Advogada e influencer

Além da atuação na área jurídica, Agostina construiu presença nas redes sociais como influencer. No TikTok, chegou a somar mais de 80 mil seguidores, mas o perfil está atualmente desativado. No Instagram, a conta foi suspensa. Ela é natural de Santiago del Estero, no norte da Argentina, e filha de um empresário do ramo de transportes.

O caso também trouxe à tona informações sobre o pai da investigada, Mariano Páez. Segundo a imprensa argentina, ele responde por violência de gênero e foi preso em novembro, acusado de agredir e ameaçar a ex-companheira, a advogada Estefanía Budan. Em dezembro, obteve liberdade provisória, com medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com a vítima e monitoramento.

Ainda conforme o jornal La Nación, Agostina mantém conflitos com a ex-companheira do pai e chegou a apresentar uma queixa contra Estefanía Budan, acusando-a de assédio, difamação e violência digital.

Tags:

Advogada Prisão Argentina Agostina Páez Gestos Racistas