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Mulher de 37 anos que fingia ter 12 anos afirmou ter 'costume de mentir' e já havia enganado ONG

Suspeita enganou funcionários de uma ONG por onde passou em 2024

  • Foto do(a) author(a) Elaine Sanoli
  • Elaine Sanoli

Publicado em 5 de junho de 2026 às 15:01

Mulher de 37 anos finge ser adolescente de 12 e engana família por mais de um ano
Mulher de 37 anos finge ser adolescente de 12 e engana família por mais de um ano Crédito: Reprodução

Presa nesta terça-feira (2) após enganar uma família por mais de um ano, a mulher de 37 anos que fingia ter 12 anos tinha o "costume de mentir" e enganou funcionários de uma ONG por onde passou em 2024. Ela foi detida em Joinville, Santa Catarina, e é suspeita de utilizar o mesmo modus operandi para cometer crimes semelhantes em pelo menos outros cinco estados.

Em 2024, Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, passou uma temporada na Casa de Acolhimento Rosa Mística, em Montes Claros, Minas Gerais. Segundo o portal g1, ela foi encaminhada à instituição, que acolhe pessoas em situação de vulnerabilidade, após ser encontrada em uma rodoviária.

Mulher de 37 anos finge ser adolescente de 12 e engana família por mais de um ano por Reprodução

Na casa de acolhimento, Amanda já fingia ser adolescente e relatava ter sido adotada por um casal que realizava rituais de magia negra e que teria deixado marcas de cigarros e agulhas em seu corpo. Ela utilizava essas histórias para sensibilizar as pessoas ao seu redor.

De acordo com a gestora do lar, Amanda inicialmente afirmou ter 18 anos, mas, pouco depois, passou a dizer que tinha 13 anos. Ela se comportava como criança e chegava a pedir colo para funcionários da Casa. “Ela tinha todos os trejeitos de criança, a voz doce e bem meiga. Até para comer, só queria coisas infantis”, afirmou Mychelle.

Por se apresentar como menor de idade, ela precisaria passar por atendimento médico, mas se recusava. “Ela mencionou que queria ir embora, que não ia ficar, que estava sendo pressionada. Foi aí que começou a se desenrolar, de fato, essa história. Ela juntou imediatamente as roupas e disse que não ficaria, porque era uma criança e a gente não estava respeitando ela”, relembrou Mychelle Alencar ao g1.

Após a fuga da mulher, a Polícia Militar foi acionada em dezembro de 2024, mas ela não foi localizada. A corporação informou que Amanda já possuía antecedentes por falsidade ideológica, estelionato e difamação nos estados de Goiás e Rio de Janeiro.

Segundo a polícia, Amanda afirmou que “tinha o costume de mentir”, mas recusava o apoio de profissionais de saúde e não mantinha contato com familiares. Ela foi presa em flagrante.

Em nota enviada ao g1, o advogado Rafael Luiz Siewert informou que solicitou a realização de exames de sanidade mental na suspeita para avaliar suas condições psíquicas.

"Fui nomeado defensor dativo da investigada, uma vez que a Defensoria Pública não atua perante o Juízo de Garantias da Comarca de Joinville.

Após a análise dos autos e entrevista com a custodiada, a defesa identificou elementos que justificaram o pedido de realização de exame de sanidade mental. O requerimento foi acolhido pelo Juízo, que determinou a realização de perícia oficial para avaliação de sua condição psíquica.

Neste momento, a investigada permanece à disposição da Justiça em razão da decisão que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva e da necessidade de realização do exame pericial já determinado.

A defesa aguarda a conclusão da perícia técnica, que poderá contribuir para o adequado esclarecimento das circunstâncias relacionadas ao caso e para a adoção das medidas processuais cabíveis.

Por respeito ao andamento das investigações e aos direitos da investigada, não serão prestados comentários sobre o mérito dos fatos neste momento."