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Quem é a mulher de 37 anos presa por fingir ter 12 anos para enganar família

Suspeita já foi presa em 2023 por aplicar golpes

  • Foto do(a) author(a) Elaine Sanoli
  • Elaine Sanoli

Publicado em 3 de junho de 2026 às 20:40

Mulher de 37 anos foi presa por fingir ter 12 anos para enganar família
Mulher de 37 anos foi presa por fingir ter 12 anos para enganar família Crédito: Reprodução

A mulher de 37 anos que fingia ter 12 anos para enganar uma família em Joinville, Santa Catarina, foi presa nesta terça-feira (2). Ela é suspeita de utilizar o mesmo modus operandi para cometer similares em pelo menos outros cinco estados.

A mulher foi identificada como Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos. Natural do Ceará, ela já havia sido presa em 2023 na cidade de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Segundo informações do g1, Amanda dizia ter sido vítima de uma rede de prostituição e bruxaria para aplicar golpes nas vítimas, fingindo ser adolescente.

Mulher de 37 anos finge ser adolescente de 12 e engana família por mais de um ano por Reprodução

Em nota enviada ao g1, o advogado Rafael Luiz Siewert informou que solicitou a realização de exames de sanidade mental na suspeita para avaliar suas condições psíquicas (veja a nota na íntegra ao final da matéria).

A mulher foi presa nesta terça-feira após denúncias da família que a acolheu. Ela viveu por cerca de 14 meses com o grupo familiar no distrito de Pirabeiraba. Durante esse período, alegou ter Transtorno do Espectro Autista (TEA) para justificar sua aparência adulta.

Também afirmou que havia sido forçada a fazer uso de hormônios, o que teria lhe dado uma aparência mais velha.

A suspeita ainda disse ter sido vítima de abusos e utilizava essa alegação para justificar o fato de não frequentar a escola.

"A menina não ia para a escola porque conseguiu convencer a família adotiva de que, se fosse para a escola, o 'pai abusador' saberia onde ela estava", explicou o delegado Rodrigo Bueno Gusso ao g1.

A mulher conheceu o "pai" e a "mãe" após relatar a um pastor que havia deixado o Pará por sofrer maus-tratos. A comunidade religiosa a acolheu até que ela passou a viver com a família.

As investigações apontam que o casal tentou formalizar a adoção, mas a suspeita sempre evitava o assunto. A família chegou a planejar uma festa de aniversário de 12 anos para ela e a custear um tratamento para obesidade.

Veja, na íntegra, o posicionamento da defesa:

"Fui nomeado defensor dativo da investigada, uma vez que a Defensoria Pública não atua perante o Juízo de Garantias da Comarca de Joinville.

Após a análise dos autos e entrevista com a custodiada, a defesa identificou elementos que justificaram o pedido de realização de exame de sanidade mental. O requerimento foi acolhido pelo Juízo, que determinou a realização de perícia oficial para avaliação de sua condição psíquica.

Neste momento, a investigada permanece à disposição da Justiça em razão da decisão que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva e da necessidade de realização do exame pericial já determinado.

A defesa aguarda a conclusão da perícia técnica, que poderá contribuir para o adequado esclarecimento das circunstâncias relacionadas ao caso e para a adoção das medidas processuais cabíveis.

Por respeito ao andamento das investigações e aos direitos da investigada, não serão prestados comentários sobre o mérito dos fatos neste momento."