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Wendel de Novais
Publicado em 10 de abril de 2026 às 09:18
Thawanna Salmázio, 31 anos, morreu após ser baleada durante uma abordagem policial em São Paulo e aguardar mais de 30 minutos por atendimento médico enquanto agonizava na rua. O caso ocorreu na madrugada do dia 3 de abril e foi registrado pela câmera corporal de um policial militar que participava da ação. >
A vítima foi atingida por um disparo efetuado pela soldado Yasmin Cursino Ferreira. As imagens mostram que o tiro ocorreu às 2h59, na Rua Edimundo Audran. Pouco depois, cerca de 40 segundos após o disparo, o policial Weden Silva, responsável por conduzir a viatura, acionou o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) e solicitou o envio de socorro.>
Pouco depois, cerca de 40 segundos após o disparo, o policial Weden Silva, responsável por conduzir a viatura, acionou o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) e solicitou o envio de socorro. Apesar do chamado imediato, a ambulância do Corpo de Bombeiros só chegou ao local às 3h29, praticamente às 3h30. >
Soldado PM Yasmin atirou em Thawanna durante abordagem
O intervalo entre o pedido de resgate e a chegada da equipe ultrapassou meia hora — ao menos 10 minutos acima do tempo de resposta de 20 minutos estipulado pela própria corporação. A ocorrência foi registrada por volta das 3h, período de baixo movimento nas vias da região. Após a chegada do socorro, Thawanna foi levada a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.>
Levantamento apontou que havia bases do Corpo de Bombeiros relativamente próximas ao local onde ocorreu o disparo. A unidade mais próxima fica na Avenida dos Metalúrgicos, em Cidade Tiradentes, a cerca de seis minutos de distância. Outra base, localizada na Rua Luís Mateus, em Guaianases, estaria a aproximadamente 13 minutos do endereço.>
As estimativas de deslocamento consideram o mesmo horário da ocorrência e foram baseadas em dados de aplicativos de navegação, indicando que o tempo de resposta registrado ficou acima do esperado para a região. O caso segue sob análise e levanta questionamentos sobre o tempo de atendimento em ocorrências de emergência, especialmente em situações com risco iminente de morte.>