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Polícia de Recife pede apoio de lojistas para recolher produto roubado devolvido

Geladeiras, aparelhos de som, calçados, alimentos, ventiladores, aparelhos de ar condicionado, televisores abarrotavam delegacia

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  • Da Redação

Publicado em 17 de maio de 2014 às 20:02

 - Atualizado há 3 anos

Mercadorias roubadas em saques e assaltos ao comércio da região metropolitana do Recife durante a greve dos bombeiros e policiais militares continuaram a ser devolvidas neste sábado, dois dias depois do fim da paralisação. No município de Abreu e Lima - um dos mais atingidos pela onda de saques e violência a casas comerciais - as dependências da delegacia local estão tomadas por material furtado, enquanto mais produtos começaram a ser deixados nas ruas. “Gente com medo de ser presa passou a abandonar as mercadorias nas vias públicas”, afirmou o delegado do município, Alberes Felix, ao citar o bairro do Fosfato, próximo ao centro de Abreu e Lima. O delegado pediu, nesta sábado, o apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) para recolher os produtos. “Não temos mais espaço físico para guardar tanto material”. Geladeiras, aparelhos de som, calçados, alimentos, ventiladores, aparelhos de ar condicionado, televisores abarrotavam a delegacia. O presidente da CDL de Abreu e Lima e diretor das CDLs de Pernambuco, Evandro Alves de Lima, já havia conseguido um local para guardar os produtos, que deveriam começar a ser recolhidos à tarde. Segundo ele, o prejuízo do comércio da região metropolitana, que chegou a fechar as portas diante da insegurança e do pânico que tomou conta da população, ainda está sendo levantado. “Na próxima semana deveremos ter uma estimativa dos danos”, afirmou ele, preocupado também com o desgaste da imagem do Estado com os atos de vandalismo registrados. “Uma minoria da sociedade participou disso”. O governo estadual deixou claro que os saques e vandalismos seriam punidos, com a deflagração de uma operação que tinha como prioridade identificar os saqueadores. Diante do movimento espontâneo de muita gente que começou a devolver os produtos, a polícia civil passou a estimular a devolução, garantindo que quem assim procedesse não seria preso nem fichado. No ato da entrega, a polícia pede identificação da pessoa, contato e informação de onde foi levado o material devolvido. Até a manhã de sexta-feira (16), 234 pessoas haviam sido detidas por agentes da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), durante os quase três dias de paralisação. Deste total, 102 foram autuadas em flagrante por furtos, roubos, perturbação do sossego, porte ilegal de arma de fogo e dano qualificado. Pelo menos 30 episódios de saque e 15 arrastões foram registrados. As tropas nacionais de segurança solicitadas pelo governador João Lyra Neto (PSB) à presidência da República permanecem em Pernambuco até o dia 29. São cerca de mil homens do Exército que participam da operação, de acordo com a assessoria de comunicação do Comando Militar do Nordeste.