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Mariana Rios
Publicado em 29 de maio de 2026 às 17:32
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta sexta-feira (29) que não vê problemas em uma eventual atuação dos Estados Unidos contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) no Brasil, após o governo norte-americano classificar oficialmente as duas facções como organizações terroristas. >
“Se for para interferir, para levar integrantes do PCC e do Comando Vermelho para a cadeia, que fique muito à vontade”, declarou o prefeito durante coletiva após almoço empresarial promovido pelo Grupo Lide, na capital paulista. As informações são do Estadão Conteúdo.>
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O evento reuniu ainda o ex-presidente Michel Temer (MDB), o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, e o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (MDB).>
Na quinta-feira (28), a Secretaria de Estado dos Estados Unidos anunciou a inclusão do PCC e do CV na lista de organizações terroristas globais. A partir de 5 de junho, as facções também passarão a integrar uma segunda relação oficial de organizações terroristas estrangeiras.>
A medida foi tomada sem articulação prévia com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contou com apoio público do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato da oposição ao Palácio do Planalto. Aliado político de Nunes, Flávio comemorou a decisão, assim como o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), que se manifestou favoravelmente nas redes sociais.>
Durante a entrevista, Ricardo Nunes também criticou a reação do governo federal ao caso. “Lamento que o governo federal, ao invés de fazer uma atuação firme com relação a esse tema, tente minimizar colocando na cabeça das pessoas algo totalmente incompreensível sobre soberania”, afirmou.>
Em nota oficial, o Palácio do Planalto rebateu a classificação das facções como grupos terroristas, defendeu a soberania nacional e classificou como “deplorável” o pedido feito pela família Bolsonaro ao governo do presidente Donald Trump.>
“A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos”, afirmou o governo federal no comunicado.>