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Esther Morais
Publicado em 31 de maio de 2026 às 08:20
Quando operações policiais resultam na prisão de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), na desarticulação de células do Comando Vermelho (CV) ou no bloqueio de esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao crime organizado, uma sigla tem ganhado cada vez mais destaque: Ficco.>
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado reúne policiais federais, civis, militares e penais, além de setores de inteligência e secretarias estaduais de Segurança Pública. O objetivo é integrar informações e coordenar ações contra organizações criminosas que atuam em diferentes estados e até fora do país.>
PCC e a sua expansão em Salvador e a Região Metropolitana
Nos últimos meses, a Ficco participou de operações voltadas ao combate ao tráfico internacional de drogas, comércio ilegal de armas, lavagem de dinheiro e atuação de facções criminosas. A estratégia surgiu diante da expansão de grupos como PCC e Comando Vermelho, que passaram a operar para além dos presídios e das áreas dominadas pelo tráfico.>
Segundo autoridades de segurança, as facções hoje atuam em rotas internacionais de cocaína, disputam territórios estratégicos em regiões de fronteira e utilizam empresas, operadores financeiros e outros mecanismos para movimentar recursos e ocultar patrimônio.>
O “número 1” do PCC em Salvador
A avaliação é que o combate a organizações com esse nível de estrutura exige atuação conjunta. Por isso, as Ficcos funcionam como centros permanentes de integração entre diferentes forças policiais, permitindo o compartilhamento de dados e informações produzidas em diversas investigações.>
Em março deste ano, uma operação nacional mobilizou forças de segurança em 15 estados para atingir integrantes do PCC e do Comando Vermelho. A ação resultou no cumprimento de mais de 100 mandados de prisão e 181 mandados de busca e apreensão.>
Já neste mês, a Operação Força Integrada II cumpriu 263 mandados judiciais em vários estados contra integrantes de facções criminosas. De acordo com a Polícia Federal, 82 pessoas foram presas durante a ação.>
As investigações também passaram a focar estruturas financeiras utilizadas pelos grupos criminosos. Nos últimos meses, autoridades identificaram o uso de fintechs, postos de combustíveis, empresas de reciclagem, fundos de investimento e plataformas digitais para movimentação de recursos e ocultação de patrimônio.>
Comando Vermelho faz ameaças em todo o Brasil
Levantamentos da inteligência penitenciária ligados ao Ministério da Justiça apontam que o Brasil possui dezenas de grupos criminosos organizados inspirados nos modelos do PCC e do Comando Vermelho. Um mapeamento identificou pelo menos 88 facções espalhadas pelo território nacional.>
O trabalho integrado ganhou ainda mais relevância após o governo dos Estados Unidos anunciar a inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas estrangeiras. A medida aumentou a pressão internacional sobre as estruturas de financiamento das facções e ampliou o debate sobre a atuação transnacional dos grupos criminosos.>
Com informações do Metrópoles.>