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Shell vai diminuir produção de gás em meio à guerra no Irã

Empresa prevê impacto temporário no capital de giro, mas aposta em alta nas vendas de petróleo

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 8 de abril de 2026 às 12:26

Shell
Shell Crédito: Reprodução

A Shell informou nesta quarta-feira (8) que registrou uma produção de gás mais fraca no primeiro trimestre e enfrentou efeitos negativos de curto prazo na liquidez. A companhia, porém, avalia que parte desse impacto deve ser compensada pelo desempenho mais forte da comercialização de petróleo no período.

No cenário internacional, os preços do petróleo dispararam após a escalada das tensões envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã. O barril do Brent, referência global, chegou perto de US$ 120 depois que ataques militares começaram no fim de fevereiro. A situação se agravou com o fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã e com ofensivas contra países vizinhos do Golfo.

Outro fator relevante foi a paralisação parcial da unidade Pearl, operada pela Shell no Catar. Segundo a empresa, a recuperação completa da instalação pode levar cerca de um ano.

A companhia também destacou que a volatilidade recente nos preços das commodities provocou oscilações expressivas no valor dos estoques, pressionando o capital de giro - indicador que mede a diferença entre ativos e passivos de curto prazo - para uma faixa entre menos US$ 10 bilhões e menos US$ 15 bilhões no trimestre. A expectativa é de que esse efeito seja revertido gradualmente caso os preços do petróleo e do gás recuem.

Apesar das pressões, a empresa projeta resultados significativamente mais fortes na divisão de produtos químicos e derivados, que inclui operações de comercialização de petróleo. A área de marketing, responsável também pela rede de postos de combustíveis, deve apresentar crescimento nos ganhos ajustados em relação ao trimestre anterior.

A Shell reduziu sua expectativa para a produção integrada de gás no primeiro trimestre, agora estimada entre 880 mil e 920 mil barris de óleo equivalente por dia, abaixo da projeção anterior, que variava de 920 mil a 980 mil. No quarto trimestre de 2025, a produção havia atingido 948 mil barris de óleo equivalente por dia.

A previsão para o gás natural liquefeito (GNL) permaneceu dentro das estimativas anteriores. Segundo a empresa, restrições operacionais na Austrália e interrupções no Catar foram compensadas pelo aumento da produção no Canadá.

Tags:

Shell