Suspeito de matar menina em Petrolina foi visto se lavando no banheiro; polícia oferece R$ 10 mil

Até agora, ninguém da família de Beatriz reconheceu a pessoa do retrato falado

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  • Da Redação

Publicado em 22 de fevereiro de 2016 às 12:24

- Atualizado há um ano

Foto: Divulgação/Polícia CivilO homem apontado como suspeito de matar a menina Beatriz Angélica Mota, 7 anos, foi visto em atitude suspeita em um dos banheiros da escola na noite do crime, em Petrolina (PE). Segundo Marceone Ferreira Jacinto, delegado à frente do caso, testemunhas presenciaram o homem, ainda não identificado, lavando o rosto e os cabelos no banheiro masculino do ginásio. Uma das testemunhas disse à polícia ter visto ele também dentro do banheiro feminino. Um retrato falado foi divulgado nesta segunda-feira (22).

"Uma das testemunhas viu o suspeito dentro do banheiro feminino e outra testemunha viu essa pessoa sentada próximo ao bebedouro, durante muito tempo. Só para lembrar, o local onde a criança foi encontrada é próximo ao bebedouro", contou o delegado durante coletiva na manhã desta segunda-feira (22), em Recife (PE). 

O bebedouro foi o último local onde a garota foi vista. Vinte minutos depois ela foi encontrada dentro de um depósito morta por golpes de faca de cozinha. Até agora, ninguém da família de Beatriz, nem as outras duas testemunhas que viram o suspeito, reconheceram a pessoa do retrato falado.

O perfil do assassino foi construído com base em depoimentos de três testemunhas - uma delas é a própria mãe da menina, Lúcia Mota. "A mãe foi uma das pessoas que viu essa pessoa em atitude suspeita", contou o delegado, sem dar detalhes desse encontro.

Ele disse que uma das testemunhas ficou ao lado do suspeito minutos depois do crime. "Ele saiu, ficou próximo a uma das testemunhas, que até olhou para o suspeito. A testemunhas achou estranho e retornou para o ginásio onde ocorria a festa", disse Marceone.

De acordo com a investigação da polícia, o suspeito é homem, moreno, tem cerca de 1,70 m e pesa aproximadamente 70 quilos. O homem também aparenta ter cabelos cacheados e olhos fundos. A polícia não descarta a participação dele no crime. "Dentro do que a gente tem com a investigação, ele teve participação no crime, ou foi o executor ou teve alguma participação direta ou indireta no caso", afirmou o delegado. Beatriz com o pai, o professor de inglêsSandro Romildo (Foto: Reprodução)RecompensaA Polícia Civil de Pernambuco está oferecendo R$ 10 mil para quem prestar informações que ajude a encontrar o assassino de Beatriz por meio do Disque Denúncia. Quem souber de alguma informações deve entrar em contato pelo telefone (81) 3719-4545 ou através do site http://www.disquedenunciape.com.br/.

Nenhuma imagem das câmeras de segurança flagram o momento do crime. Na época, a escola só possuía câmeras na portaria, nos corredores e nos pátios. "Infelizmente nós não tínhamos instalado as câmeras na quadra", disse o administrador da escola Carlos André de Melo.

DesabafoOs pais de Beatriz Angélica Mota, morta dentro de uma escola em Petrolina (PE), fizeram um desabafo após mais de dois meses de investigação sem pistas do assassino. "Esse monstro está solto na sociedade. A gente não sabe se ele vai agir novamente, com quem ou como. Minha vida parou, em todos os sentidos. Eu só penso em justiça", disse a mãe em entrevista ao Fantástico.

Ela foi esfaqueada nos membros superiores e inferiores. "Parecia uma cena de guerra, as pessoas gritando e desesperadas. Eu perguntei: 'cadê Bia?'. Me apontaram para uma sala, perto do bebedouro. Quando eu cheguei na porta tinha um segurança e ele disse: 'moço, não há mais nada que o senhor possa fazer'", conta Sandro Romilton, pai da menina.

A área da quadra continua interditada pela polícia. "Todos os esforços estão voltados para elucidar esse caso", disse o delegado Marceone Ferreira Jacinto.

O crimeBeatriz estudava no Ensino Fundamental no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, que fica no Centro de Petrolina, mas nasceu e morava com a família em uma chácara em Juazeiro, na Bahia. Beatriz desapareceu minutos após o pai, professor de inglês da instituição, sair de perto da família para participar da cerimônia de formatura. A mãe da menina percebeu o afastamento da filha e começou a procurá-la.

Sandro chegou a interromper a festa e subir no palco duas vezes para chamar pela filha. Uma das organizadoras da festa também pediu ajuda para localizar a filha caçula do professor. Na mesma noite, a filha mais velha dele estava entre os formandos do Ensino Médio. 

"Beatriz, ô minha filha, onde você tá? Ô Bia, tá todo mundo procurando por você, meu amor. Ela está vestida como eu aqui, com o rosto da irmã. Ela tem sete anos, tava brincando com a coleguinha. Eu já procurei em todos os lugares que vocês imaginam nessa escola e ainda não achei minha filha, eu tô desesperado", disse Sandro desesperado no palco.

O corpo de Beatriz foi encontrado em um depósito de material esportivo desativado, que fica ao lado de uma quadra de esportes onde acontecia a formatura. Ela foi esfaqueada 42 vezes no tórax, membros superiores e inferiores. A faca usada no crime foi encontrada cravada no abdômen da criança. 

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