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Wendel de Novais
Publicado em 18 de março de 2026 às 09:37
A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quarta-feira (18), o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, investigado pela morte da esposa, a também policial Gisele Alves Santana. Ele foi indiciado por feminicídio e fraude processual. As informações são do g1. >
A vítima foi encontrada morta com um tiro na cabeça no mês passado. O caso, inicialmente tratado como suicídio, passou a ser investigado como homicídio após a análise de laudos periciais.>
A prisão ocorreu no apartamento do oficial, localizado na região central de São José dos Campos, no interior de São Paulo. Equipes da Polícia Civil e da corregedoria da PM foram até o imóvel, onde ele foi localizado e detido.>
Segundo a corporação, o tenente-coronel será encaminhado ao 8º Distrito Policial, na capital paulista, onde passará por interrogatório e formalização do indiciamento. Em seguida, ele deve realizar exame de corpo de delito antes de ser transferido para o Presídio Militar Romão Gomes.>
Gisele foi encontrada com tiro na cabeça
Cena de suicídio montada>
O pedido de prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi feito após a polícia concluir que a morte da soldada Gisele Alves Santana não foi suicídio, mas um caso de feminicídio seguido de fraude processual. A decisão pela preventiva do oficial foi feito nesta terça-feira (17) e conta com aval do Ministério Público de São Paulo. As informações são do g1.>
O caso teve uma reviravolta, já que Geraldo alegou que Gisele se matou após ele pedir a separação e só apareceu como investigado na última semana. A situação se inverteu depois da análise de dois dos 24 laudos produzidos por peritos e considerados decisivos para afastar a hipótese inicial.>
O caso, registrado inicialmente a partir da alegação de Geraldo, passou a ser tratado como morte suspeita e levou à exumação do corpo da vítima no dia 7 de março. De acordo com os peritos, os exames indicam que a policial foi imobilizada pelo pescoço e não apresentou sinais de defesa. Há ainda indícios de que ela pode ter desmaiado antes de ser atingida pelo disparo.>
A perícia também concluiu que a cena foi alterada, sendo montada pelo tenente-coronel. Isso porque havia sangue em ‘lugares errados’ e a posição dos pés não era compatível com a de casos de suicídio. As conclusões foram tiradas a partir do caminho que a bala fez para atingir a cabeça de Gisele e a profundidade de ferimentos no pescoço da soldado que indicaram uma imobilização da vítima antes da morte.>