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Caminho do tiro e 'montagem' da cena: por que tenente-coronel foi preso por morte da esposa

Perícia descarta suicídio e indica que vítima foi imobilizada antes de ser baleada

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 18 de março de 2026 às 08:27

Imagens mostram movimentação no corredor após morte de Gisele
Imagens mostram movimentação no corredor após morte de Gisele Crédito: Reprodução

O pedido de prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi feito após a polícia concluir que a morte da soldada Gisele Alves Santana não foi suicídio, mas um caso de feminicídio seguido de fraude processual. A decisão pela preventiva do oficial foi feito nesta terça-feira (17) e conta com aval do Ministério Público de São Paulo. As informações são do g1.

O caso teve uma reviravolta, já que Geraldo alegou que Gisele se matou após ele pedir a separação e só apareceu como investigado na última semana. A situação se inverteu depois da análise de dois dos 24 laudos produzidos por peritos e considerados decisivos para afastar a hipótese inicial.

Gisele Alves Santana por Reprodução

O caso, registrado inicialmente a partir da alegação de Geraldo, passou a ser tratado como morte suspeita e levou à exumação do corpo da vítima no dia 7 de março. De acordo com os peritos, os exames indicam que a policial foi imobilizada pelo pescoço e não apresentou sinais de defesa. Há ainda indícios de que ela pode ter desmaiado antes de ser atingida pelo disparo.

A perícia também concluiu que a cena foi alterada, sendo montada pelo tenente-coronel. Isso porque havia sangue em ‘lugares errados’ e a posição dos pés não era compatível com a de casos de suicídio. As conclusões foram tiradas a partir do caminho que a bala fez para atingir a cabeça de Gisele e a profundidade de ferimentos no pescoço da soldado que indicaram uma imobilização da vítima antes da morte.

‘Qualquer hora me mata’

Mensagens enviadas pela soldada Gisele Santana a uma amiga antes de ser encontrada morta com um tiro na cabeça, no mês passado, revelam o temor que ela tinha do próprio marido, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Neto. As informações foram apresentadas pela defesa da família de Gisele e publicadas inicialmente pelo g1. Nas mensagens, ela explica que precisa, de alguma forma, controlar o comportamento ciumento do marido e mostra temor pela vida.

Imagens mostram movimentação no corredor após morte de Gisele por Reprodução

"Tem que controlar os ciúmes dele. Qualquer hora me mata. Fica cego. Não tenho como controlar o que falam, muito menos o que acham [...]", escreveu a policial na conversa com a amiga, segundo os advogados. O histórico de tensão no relacionamento também foi reforçado em depoimento prestado pela mãe da vítima à polícia. De acordo com ela, Gisele vivia uma relação abusiva, marcada por conflitos constantes, e o oficial teria comportamento violento e controlador.

Ainda conforme o relato, a soldada enfrentava restrições impostas pelo companheiro no dia a dia. Ela não poderia usar batom, salto alto ou perfume, além de ser cobrada de forma rígida em relação às tarefas domésticas. A mãe contou ainda que, ao manifestar o desejo de se separar, Gisele teria sido alvo de uma atitude considerada ameaçadora por parte do marido. Segundo ela, o tenente-coronel enviou uma imagem pelo celular em que aparecia com uma arma apontada para a própria cabeça.

Tags:

Prisão Tenente-coronel Gisele Alves Santana Geraldo Neto