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Wendel de Novais
Publicado em 16 de março de 2026 às 10:59
O tenente-coronel Geraldo Neto, 53 anos, que passou a ser investigado pela morte de Gisele Santana, 32, sua esposa, negou ter cometido o crime de feminicídio contra ela e reforçou o seu relato de que a soldado teria cometido suicídio. Ao Domingo Espetacular, da TV Record, o tenente-coronel afirmou que ouviu um disparo e encontrou a esposa morta logo após ele pedir a separação, o que já teria feito antes. >
"Eu entrei no quarto, dei bom dia e falei 'olha, amor, eu acho que é melhor a gente se separar mesmo'. Ela se levantou da cama e me empurrou para fora do quarto com muita força. Eu saí e entrei no banho. [...] Aí, quando eu estava no banho, ouvi um barulho. Abri o box, abri a porta e a vi caída no chão”, contou em entrevista. O suspeito afirmou ainda que deixou o apartamento aberto para ter ‘transparência’ do que houve. >
Gisele foi encontrada com tiro na cabeça
Desde o início do caso, a família acusa Geraldo de manter uma relação abusiva com Gisele e chegou a divulgar prints que revelaram que ele tinha acesso às mensagens da esposa. Para o oficial, a família tenta construir uma narrativa e ‘achar um culpado’. Ele, inclusive, argumenta que, dentro da relação, não havia brigas e que tentou se separar de Gisele anteriormente, mas não conseguiu porque ela não quis. >
"Nunca teve briga. Usar 'briga' é um termo errado. Havia discussão. Briga sugere agressão. E nunca houve agressão. Havia discussões por ciúmes. [...] Eu falei para ela que a gente precisava terminar o relacionamento. Eu agendei o divórcio por três vezes (setembro, outubro e novembro). Por três vezes ela não foi. Ela não queria se separar", completou.>
O caso>
Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido, que afirmou às autoridades que ela teria cometido suicídio. A versão, no entanto, foi contestada pela família e por laudos que apontam lesões e desmaio de Gisele antes do disparo que a atingiu na cabeça ter sido deflagrado.>
O laudo também descreve que as marcas encontradas no corpo da policial eram "contundentes" e provocadas "por meio de pressão digital e escoriação compatível com arranhões característicos de marcas de unhas".>
Imagens mostram movimentação no corredor após morte de Gisele
O caso deixou de ser tratado como suicídio e passou a ser investigado como morte suspeita pela Polícia Civil. De acordo com os peritos responsáveis pelo exame, há indícios de que a policial pode ter desmaiado antes de ser atingida pelo disparo na cabeça.>
Imagens de câmeras de segurança do prédio registraram o momento em que três policiais militares entram e deixam o apartamento onde Gisele foi encontrada morta. Segundo depoimento de uma testemunha à Polícia Civil, os agentes teriam ido ao imóvel para realizar uma limpeza cerca de dez horas após a ocorrência.>