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Wendel de Novais
Publicado em 10 de março de 2026 às 10:10
Além das marcas no pescoço de Gisele Alves Santana, soldado da Polícia Militar encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia, em São Paulo, a perícia apontou que a vítima pode ter desmaiado antes do disparo que a atingiu. A informação foi divulgada pela TV Globo. >
O laudo dos peritos, que solicitaram a exumação do corpo para novos exames, coloca em dúvida a versão apresentada pelo marido de Gisele, o tenente-coronel Geraldo Neto, que afirmou que a policial teria cometido suicídio. Além dos indícios de desmaio antes do tiro, a perícia também identificou lesões no rosto e no pescoço da soldado.>
Gisele foi encontrada com tiro na cabeça
Um documento obtido pela TV Globo aponta que essas lesões têm caráter “contundente” e foram produzidas “por meio de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal”, o que, na prática, indica marcas de unha. Além disso, segundo um bombeiro que participou do atendimento, a posição da arma encontrada na mão de Gisele chamou atenção.>
De acordo com ele, o revólver estava encaixado de uma forma incomum em casos de suicídio. O sangue da vítima já estava coagulado e o cartucho da bala não foi encontrado no apartamento. O tenente-coronel afirmou que estava no banho no momento do disparo. No entanto, o socorrista relatou que ele estava seco e que não havia água espalhada pelo chão do imóvel.>
Marcas no pescoço>
Peritos identificaram marcas no pescoço e em outras partes do corpo da policial militar Gisele Alves Santana após a exumação do corpo da soldado. A descoberta abriu uma nova linha de investigação para esclarecer as circunstâncias da morte da agente.>
Diante das lesões observadas na região cervical, os investigadores solicitaram exames adicionais para verificar a possibilidade de compressão no pescoço antes do disparo que causou a morte da policial.>
No último sábado (7), um dia após a exumação, médicos-legistas do Instituto Médico-Legal (IML) Central realizaram novos procedimentos periciais, incluindo exames de imagem, como tomografia.>
Imagens mostram movimentação no corredor após morte de Gisele
A análise busca esclarecer se houve pressão na região do pescoço antes do tiro. Outro elemento que chamou a atenção dos investigadores foi relatado por um socorrista que participou do atendimento à vítima.>
Em depoimento, ele afirmou ter notado uma área arroxeada na região da mandíbula da policial. Segundo o profissional, a marca pode estar relacionada ao disparo de arma de fogo, mas a conclusão sobre a origem da lesão dependerá do resultado final dos laudos periciais.>