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Wendel de Novais
Publicado em 10 de março de 2026 às 11:31
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que três policiais militares entram e deixam o apartamento onde a soldado da PM Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça. No vídeo também aparece uma quarta mulher, que seria funcionária do condomínio. As informações são da TV Globo. >
Segundo depoimento de uma testemunha à Polícia Civil, as agentes teriam ido ao imóvel para realizar uma limpeza cerca de dez horas após a ocorrência. O apartamento fica no bairro do Brás, na região central de São Paulo, e era onde a policial morava com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. >
De acordo com o relato apresentado à investigação, as policiais chegaram ao prédio por volta das 17h48 do dia 18 de fevereiro, mesma data em que a morte da soldado foi registrada. Elas teriam entrado no condomínio acompanhadas por uma funcionária do edifício. >
PMs teriam ido até o local para limpar apartamento
As três agentes foram identificadas como uma soldado e duas cabos da Polícia Militar. As imagens mostram que o grupo permaneceu dentro do apartamento por aproximadamente 50 minutos. >
Os registros das câmeras não indicam que as policiais tenham entrado ou saído do local carregando objetos. Mesmo assim, as três agentes deverão prestar depoimento no inquérito que investiga as circunstâncias da morte da policial. >
Desmaio antes do tiro >
Além das marcas no pescoço de Gisele, a perícia apontou que a vítima pode ter desmaiado antes do disparo que a atingiu. A informação foi divulgada pela TV Globo. O laudo dos peritos, que solicitaram a exumação do corpo para novos exames, coloca em dúvida a versão apresentada pelo marido de Gisele, o tenente-coronel Geraldo Neto, que afirmou que a policial teria cometido suicídio. >
Gisele foi encontrada com tiro na cabeça
Além dos indícios de desmaio antes do tiro, a perícia também identificou lesões no rosto e no pescoço da soldado. Um documento obtido pela TV Globo aponta que essas lesões têm caráter “contundente” e foram produzidas “por meio de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal”, o que, na prática, indica marcas de unha. >
Além disso, segundo um bombeiro que participou do atendimento, a posição da arma encontrada na mão de Gisele chamou atenção. De acordo com ele, o revólver estava encaixado de uma forma incomum em casos de suicídio. O sangue da vítima já estava coagulado e o cartucho da bala não foi encontrado no apartamento. O tenente-coronel afirmou que estava no banho no momento do disparo. No entanto, o socorrista relatou que ele estava seco e que não havia água espalhada pelo chão do imóveL.>