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Wendel de Novais
Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 15:21
Uma policial militar identificada como Gisele Alves Santana, 32 anos, foi encontrada morta com um disparo na cabeça dentro do apartamento onde vivia, na manhã de quarta-feira (18), em São Paulo. O caso foi registrado inicialmente como morte suspeita e suicídio, mas a Polícia Civil de São Paulo apura as circunstâncias do ocorrido. >
Gisele era casada com o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e deixa uma filha de 7 anos, fruto de um relacionamento anterior. Conforme consta no boletim de ocorrência, o oficial relatou ter encontrado a esposa caída no chão do imóvel, com uma arma em uma das mãos e forte sangramento.>
Segundo o g1, a mãe da policial afirmou à polícia que o casamento era marcado por conflitos constantes. Segundo ela, o relacionamento seria abusivo e o tenente-coronel imporia restrições ao comportamento da filha, como a proibição de usar batom, salto alto e perfume, além de exigir rigor no cumprimento de tarefas domésticas.>
Gisele foi encontrada com tiro na cabeça
Ainda de acordo com o relato da mãe, quando Gisele manifestou o desejo de encerrar o casamento, o oficial teria enviado uma fotografia pelo celular em que aparecia com uma arma apontada para a própria cabeça. Na última sexta-feira (13), a policial teria telefonado dizendo que não suportava mais a pressão e que pretendia se separar.>
Gisele chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, mas não resistiu aos ferimentos. Até o momento, o tenente-coronel não figura como suspeito no inquérito.>
Procurada, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que "diligências estão em andamento". Em nota, a pasta acrescentou: "A Polícia Civil esclarece que o caso foi inicialmente registrado como suicídio consumado no 8º DP (Brás). Posteriormente, foi incluída a natureza de morte suspeita para apurar as circunstâncias do óbito da vítima".>