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Da Redação
Publicado em 9 de julho de 2009 às 11:39
- Atualizado há 3 anos
O Tribunal do Júri de Rio Bonito condenou por 4 votos a 3 os dois ex-seguranças acusados da morte de René Senna a 18 anos de prisão em regime fechado. O julgamento durou 72 horas e terminou na madrugada desta quinta-feira (9). >
Os advogados de defesa dos réus Anderson Silva Sousa, de 33 anos, e Ednei Gonçalves Pereira, 42, disseram que irão recorrer da sentença. Os dois acusados - presos há mais de dois anos - se declararam inocentes. >
A promotoria informou que não há data prevista para os julgamentos de outros quatro acusados no caso e também da viúva de René Senna, Adriana Ferreira Almeida que teria contratado, segundo tese defendida pela promotora, Priscila Naegele Vaz, p ex-PM Anderson Silva de Sousa porque ela sabia que ele era um matador de aluguel. >
De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), o outro acusado, o funcionário público Ednei Gonçalves Pereira, seria amigo de Anderson e parceiro dele no crime. >
Em nota, o TJ reproduziu a fala de Priscila Vaz aos jurados: “René foi morto com 52 anos de idade, com um tiro na nuca e três no rosto. Foi um crime covarde e bárbaro. Ele era lavrador de família humilde, e, assim que ganhou o prêmio, a primeira medida foi contratar seguranças e morar no Recreio com o irmão Miguel”. >
René Senna, ex-trabalhador rural, ganhou R$ 52 milhões em um sorteio da Mega-Sena em 2005. De acordo com as investigações, Adriana Almeida seria a mandante do assassinato, e teria contratado ex-seguranças para matar o marido. Renné foi assassinado a tiros em janeiro de 2007 na porta de um bar em Rio Bonito, Baixada Litorânea do Rio. >
Segundo o delegado Ricardo Barbosa, as investigações apontam o ex-segurança Ednei Gonçalves Pereira como a pessoa que guiava a moto usada pelo assassino, e os policiais Ronaldo Amaral Oliveira e Marco Antonio Vicente como responsáveis por dar apoio aos criminosos em um carro. Janaína Oliveira Silva, mulher de Anderson Sousa e amiga de Adriana, teria ajudado no crime. >
De acordo com a polícia, o crime teria sido motivado pelo medo da viúva de perder os 50% da fortuna do milionário. Quatro dias antes do crime, Renné, em consulta habitual ao gerente do banco, descobriu que Adriana havia sacado R$ 300 mil da conta conjunta do casal para comprar uma cobertura em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio. Durante as investigações, policiais chegaram até o motorista de van Robson de Andrade Oliveira, que admitiu ser amante de Adriana, além de informar que a ex-cabeleireira planejava ir morar com ele na tal cobertura. >
(com informações do G1)>