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Ivete Sangalo arrasta multidão na pipoca na Superterça do Carnaval de Salvador

Única pipoca da cantora em 2026 tomou as ruas do Circuito Osmar

  • Foto do(a) author(a) Maria Raquel Brito
  • Maria Raquel Brito

Publicado em 17 de fevereiro de 2026 às 14:39

Ivete na Pipoca na Superterça de Carnaval de Salvador
Ivete na Pipoca na Superterça de Carnaval de Salvador Crédito: Vitor Santos / AgNews

É a Superterça de Carnaval e mainha está solta. Fechando sua maratona nos circuitos em grande estilo, Ivete Sangalo levou sua pipoca para o Campo Grande nesta terça-feira (17) e, como sempre, arrastou uma multidão apaixonada de foliões – que, com certeza, teriam gás para mais uma semana inteira pulando com Mainha.

O relógio marcava 14:18 quando o desfile começou, ao som de "Oxente, é o verão", parceria com Xanddy Harmonia lançada este ano. Vestindo um traje branco com plumas, Ivete logo perguntou onde estavam seus vampiros e mostrou que, assim como quem acompanhava do chão, ela também segue com energia para dar e vender.

Ivete Sangalo arrasta multidão na pipoca na Superterça do Carnaval de Salvador por Maria Raquel Brito/CORREIO

"Vocês vão me acompanhar? A gente vai se divertir? Aqui no Campo Grande, este que é um dos circuitos mais tradicionais e mais lindos que temos", disse.

Todo ano, os argentinos Maria Galicchio e Lean Pisciano vêm para Salvador como quem volta para casa. Integrantes do fã-clube Ivete Sangalo Argentina, eles acompanham a cantora desde 1997 e, desde então, sempre que podem estão na capital baiana para o Carnaval.

“Nos preparamos com muita antecipação. Os voos, o hotel e depois o abadá, que é a parte mais difícil, porque compramos como estrangeiros e pedem CPF. Entramos em uma página especial. No fim deu tudo certo”, celebrou Maria.

E deu certo mesmo: saíram nos dois dias do Bloco Coruja com a cantora do coração. Agora, se despedem dela na pipoca, com aquele gostinho de quero mais. “Antes era difícil ser fã de alguém que está tão longe. Agora, com a internet, é muito mais fácil”, completou Maria, que também trouxe os filhos para ver Ivete.

Este ano, a cantora surpreendeu o público ao anunciar que não teria pipoca no circuito Barra-Ondina, mas os admiradores deram um jeito. Quem não estava dentro das cordas nos dias do Bloco Coruja fez questão de ir atrás, vivendo a pipoca do seu próprio jeito.

Ivete na Pipoca na Superterça de Carnaval de Salvador
Ivete na Pipoca na Superterça de Carnaval de Salvador Crédito: Vitor Santos / AgNews

Foi o caso do bailarino Bruno Santos, de 39 anos, que veio de Maceió para a folia de Ivete. Há cinco anos passa o Carnaval assim: em Salvador, ao lado da rainha.

“A minha prioridade todo ano é estar no Carnaval de Salvador. Eu amo. Todo ano eu venho e ainda visito ela. Eu vou para a porta dela esperar ela sair”, disse o folião, vestido de Vampirinha da tiara na cabeça à plaquinha no pescoço.

Aliás, vampirinhas e vampirinhos não faltaram no Campo Grande nesta terça-feira. Salvador encontrou a Transilvânia e o resultado foi a pipoca mais sedutora do Carnaval.

Wallas Tomaz era outro vampiro em meio à folia. O advogado de 39 anos veio de Natal, no Rio Grande do Norte, preparado para curtir no estilo de Ivete: na mala para Salvador, estavam capa, boné e óculos escuros decorados com pedras vermelhas e pretas — que pôs para jogo nesta terça.

“Lá em casa, todo mundo tem um dom. Quem fez tudo isso pra mim foi meu irmão, que já trabalha com essa parte cultural. Eu dei o conceito e ele fez. Porque convenhamos, né? A música pede uma fantasia legal”, defendeu.

Daniela no trio: 'A César o que é de César'

Daniela Mercury subiu ao trio de Ivete perto do Teatro Castro Alves. 'Eu gosto da Vampirinha, vocês sabem que eu gosto da fuleiragem. Mas a César o que é de César. Tem que respeitar! E eu trouxe ela hoje. Eu sou estourada. Eu não só canto a música, como eu trago a dona da música. Porque ela é rainha, e a gente tem de respeitar a rainha', disse Ivete ao convidar Daniela Mercury para cantarem juntas a música 'É Terreiro'. As duas ainda cantaram O mundo vai e Maimbê Danda.

'Esse circuito tem uma importância grande pra mim. A primeira vez que eu vi o Carnaval, na cacunda [sic] de minha mãe, saindo de Juazeiro, foi aqui nesse circuito. E aí me tornei uma foliã adolescente. Foi aqui que eu vi Luiz Caldas, foi aqui que eu vi Daniela [Mercury], Banda Mel, Banda Reflexus, tanta gente linda. Foi onde eu vi o Ilê, Apaxes do Tororó. O Carnaval de Salvador determinou a minha vida, tudo o que eu ia ser como artista, e esse circuito tem muita importância', finalizou.

A relação de Veveta com o Carnaval começou em 1996, quando, aos 23 anos, puxou pela primeira vez o Bloco Eva, então considerado o maior da capital baiana. Embora já integrasse a Banda Eva desdem 1993, aquele desfile marcou sua consolidação como uma das protagonistas da folia. Desde então, Ivete construiu presença contínua no circuito, tornando-se uma das figuras mais reconhecidas e populares da música brasileira dentro e fora do período carnavalesco.

Ivete Sangalo por Vitor Santos / AgNews

Há 25 carnavais no comando do Coruja, bloco criado em 1963 e que teve diferentes nomes da música baiana à frente ao longo de sua história, a cantora ajudou a redefinir a identidade do desfile. Desde que assumiu a condução, em 2002, o bloco passou a figurar de forma recorrente entre os mais disputados do circuito Barra-Ondina, reunindo foliões de diferentes gerações em torno de um repertório que equilibra memória afetiva e lançamentos recentes.

Nesta terça-feira, a cantora ainda se apresentou no Camarote Salvador, encerrando oficialmente mais um ciclo de protagonismo na maior festa de rua do país.

O projeto Correio Folia é uma realização do Jornal Correio com apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador.