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Perla Ribeiro
Publicado em 11 de junho de 2026 às 05:00
Podem até bater na tecla que é uma data meramente comercial, mas tem apelo, sim. Prova disso é que o Dia dos Namorados vem movimentando o comércio nos últimos dias e deve permanecer assim até sexta-feira (12), o dia da troca de presentes. E pra quem costuma desdenhar a data, pasme: uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com a Offerwise Pesquisas mostra que a data deve levar 100,1 milhões de consumidores às compras. Levando em consideração que a população do Brasil é estimada em 213 milhões, significa que quase metade da população vai presentear os seus pares. Para ajudar nessa missão, o CORREIO reuniu 40 opções de presentes com preços que variam de R$ 30 a R$ 299,99.>
Quer dica de presentes para o Dia dos Namorados? Confira 40 opções de R$ 30 a R$ 299,99
De acordo com o levantamento, 61% dos entrevistados pretendem presentear no Dia dos Namorados, movimentando mais de R$ 26,4 bilhões no comércio. Os esposos ou as esposas aparecem em primeiro lugar (58%) no ranking dos principais presenteados, enquanto 33% pretendem presentear os(as) namorados(as). Entre os motivos para presentear, os entrevistados destacaram o hábito de agraciar quem se gosta (42%) e o reconhecimento da data como um gesto importante (46%).>
Já entre os 28% que não vão comprar, 63% justificam a ausência de um relacionamento. No entanto, fatores macroeconômicos já impactam o restante do grupo: 10% vão priorizar o pagamento de dívidas e 9% não possuem o costume de celebrar a data. O valor médio investido no(s) presente(s) será de R$ 264 (subindo para R$ 295 nas Classes A/B). O volume médio por comprador está fixado em 1,5 presente. A pesquisa mostra ainda uma expectativa de reciprocidade, uma vez que 74% dos que irão presentear, acreditam que irão receber presentes.>
“O Dia dos Namorados se consolidou como um pilar fundamental para o calendário comercial brasileiro, pois sua influência ultrapassa as vitrines das lojas e permeia toda a cadeia de serviços. É uma data que irriga desde o comércio de bens duráveis e vestuário até o setor de gastronomia, hotelaria e turismo. Essa capilaridade é essencial para manter o dinamismo da economia, permitindo que diferentes segmentos do mercado aproveitem o apelo emocional da celebração para impulsionar suas operações e fortalecer o empreendedorismo nacional.”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.>
A percepção de valor na data está diretamente atrelada à qualidade e ao ineditismo, mas o mercado de segunda mão desenha nichos de oportunidade. O principal fator considerado na compra é a qualidade do presente (27%), o desejo manifesto do presenteado (18%), a adequação ao perfil do presenteado (16%) e a busca por promoções e descontos (13%).>
No ranking de itens mais procurados, destacam-se vestuário – roupas, calçados e acessórios (52%), beleza – perfumes, cosméticos e maquiagem (31%), chocolates (26%) e experiências – jantares, viagens e passeios consolidam a busca por momentos compartilhados (19%). A celebração da data será em casa (36%) ou em restaurantes (30%).>
Metade (50%) dos consumidores demonstram resistência a presentes de segunda mão, preferindo um item novo e lacrado (23%), defendendo que o presente deve ser obrigatoriamente inédito (17%) ou por receio quanto à qualidade ou garantia (11%). Em contrapartida, 41% consideram a possibilidade (sobretudo Gen Z e Classes C/D/E), motivados pelo acesso a itens exclusivos/vintage (9%), pela chance de dar um presente melhor pagando menos (9%) e pela economia financeira (8%).>