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Duplicação da BR-242 só existe nos discursos políticos

Porta de acesso ao pujante agronegócio do Oeste baiano segue com pista simples, apesar das promessas

  • Foto do(a) author(a) Donaldson Gomes
  • Donaldson Gomes

Publicado em 11 de junho de 2026 às 05:00

No Oeste, Jerônimo volta a repetir promessa de duplicar trecho da BR-242 Crédito: Divulgação

De novo isso?

Quem esteve na solenidade de abertura da Bahia Farm Show na última segunda-feira, em Luís Eduardo Magalhães (LEM), teve o mesmo déjà vu dos últimos dois anos. O governador Jerônimo Rodrigues voltou a prometer a duplicação do trecho da BR-242 entre LEM e Barreiras. Da primeira vez que falou sobre o assunto, há dois anos, disse que teria novidades em breve. No palco, deu o assunto como encaminhado e, questionado pela imprensa, disse que esteve “com o ministro”, sem especificar qual, mas imagina-se que tenha sido o responsável pela pasta dos Transportes, George Santoro. Se foi outro, perdão pelo equívoco. “Ele nos disse que está faltando uma última licença, nós solicitamos que o Ibama liberasse para que o Inema fizesse isso com mais agilidade”, respondeu. “Eu espero que nos próximos dias, o ministério e o Dnit coloque em licitação o trecho da 242”, disse. Será?

Outro repeteco

O requente de promessas antigas não se restringiu à infraestrutura rodoviária. O vice-presidente Geraldo Alckmin projetou a Bahia como detentora de “uma das melhores infraestruturas de transporte do mundo” com a conclusão do corredor Fico-Fiol. Para refrescar a memória, este corredor será formado pelas ferrovias de integração do Centro-Oeste (Fico) e a Oeste-Leste (Fiol). Alguém precisa explicar a Alckmin que o trecho 1 da Fiol, entre Caetité e Ilhéus, está parado há mais de um ano, sem qualquer perspectiva realista de retomada. A Bamin, concessionária do trecho, anunciou que só retomaria a obra com a chegada de um novo investidor; o governo federal diz que pode relicitar; e falam-se em investimentos chineses, porém não há nada de concreto. Justiça seja feita, Alckmin pelo menos falou sobre o assunto. Jerônimo, nem um piu. Nem sobre Fiol, nem sobre o Porto Sul, em Ilhéus, que tem o governo baiano como acionista. Por lá também não há qualquer sinal de obra.

Energia limpa

A Michelin inaugurou uma usina de energia solar na Bahia, que deve gerar uma média anual de 102 mil kWh e amplia o uso de energia renovável, reduz as emissões de CO2 e fortalece a diretriz global da companhia de combinar desempenho, responsabilidade ambiental e impacto positivo nos territórios onde atua. Com 620 metros quadrados de placas, o sistema vai abastecer o Centro de Estudo da Biodiversidade e o Centro de Pesquisa em Heveicultura, além do Espaço Ouro Verde, uma área que recebe visitantes externos. A Reserva Ecológica Michelin também conta com energia renovável para a área edificada denominada Casa do Pacangê, que dá suporte a biólogos e pesquisadores. Um outro conjunto fotovoltaico autônomo gera e armazena energia em baterias, operando totalmente desconectado da rede pública de eletricidade. Na área industrial, onde fica localizada a usina de beneficiamento de borracha natural, a eletricidade segue sendo adquirida de fonte 100% renovável, com certificação i-REC. Desde 2021, todos os sites industriais da Michelin operam com energia elétrica verde, evidenciando o compromisso da companhia com a sustentabilidade e a inovação em cada etapa do ciclo de vida do pneu. “Ao utilizar uma fonte de energia limpa e renovável, o Espaço Ouro Verde reduz sua pegada de carbono e contribui diretamente para a preservação da Mata Atlântica e para os objetivos globais de transição energética”, afirma Glauce Ferman, diretora de Comunicação & Marcas, Sustentabilidade e Relações Públicas da Michelin América do Sul. A empresa tem como meta ser carbono neutro até 2050 e reduzir suas emissões em 50% até 2030, considerando toda a cadeia de valor e não apenas as atividades diretamente executadas pela empresa. “Com a usina de energia na Bahia, a Michelin reforça que sua agenda sustentável está baseada em ações concretas, com foco simultâneo em descarbonização, eficiência operacional e geração de valor de longo prazo”, completa Saulo Cardoso, Coordenador de Segurança, Saúde e Meio Ambiente da Michelin-Usina Borracha Natural.

SuperBahia de volta

A SuperBahia, maior feira do varejo de alimentos do Norte e Nordeste, retorna para a sua 15ª edição entre os dias 28 e 30 de julho, no Centro de Convenções de Salvador. A expectativa é que a feira movimente R$ 800 milhões em negócios. Este ano, a feira deve reunir cerca de 200 expositores nacionais e internacionais, apresentando tendências, soluções tecnológicas, lançamentos e inovações voltadas ao varejo alimentar. “Mais do que uma feira de negócios, a SuperBahia é um espaço estratégico para promover conexões, impulsionar inovação e discutir os caminhos do varejo alimentar”, afirma Amanda Vasconcelos, presidente da Abase.

Cadeia do café

Salvador receberá representantes de organizações internacionais, especialistas, autoridades públicas e integrantes da cadeia produtiva do café, no dia 18 de junho. O evento, no Goethe-Institut Salvador-Bahia, terá presença da embaixadora da Alemanha no Brasil, Bettina Cadenbach, além de uma palestra da professora Claudia Marconi, co-diretora do Centro de Excelência Jean Monnet (FECAP) e especialista em Empresas e Direitos Humanos, que apresentará uma visão geral sobre responsabilidade empresarial e devida diligência em relação aos direitos trabalhistas e humanos na produção cafeeira.