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Publicado em 10 de junho de 2026 às 06:00
O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, deixou de ser apenas uma data de conscientização. Hoje, ele representa um alerta global sobre uma realidade que já impacta milhões de pessoas: a crise climática. O aquecimento global não pertence mais ao futuro. Ele está presente nas secas severas, nas enchentes devastadoras, nas ondas de calor extremas e na perda acelerada da biodiversidade que vemos em diferentes partes do mundo — inclusive no Brasil. >
Nos últimos anos, o planeta ultrapassou sucessivos recordes de temperatura. Cada fração de grau a mais intensifica desigualdades sociais, pressiona sistemas de saúde, compromete a produção de alimentos e ameaça diretamente a qualidade de vida das próximas gerações. Não estamos falando apenas de preservar florestas ou proteger animais. Estamos falando de sobrevivência, segurança e equilíbrio econômico e social.>
O Brasil ocupa uma posição estratégica nesse cenário. Somos detentores de uma das maiores riquezas ambientais do planeta, com biomas essenciais para a regulação climática global, como Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Caatinga e Pampa. Ao mesmo tempo, enfrentamos desafios graves relacionados ao desmatamento, queimadas, degradação ambiental e uso insustentável dos recursos naturais.>
A verdade é que ainda estamos atrasados. Governos avançam lentamente, empresas muitas vezes priorizam resultados imediatos e parte da sociedade continua presa a padrões de consumo insustentáveis. Mas também existe um movimento crescente de transformação, inovação e responsabilidade coletiva.>
A sustentabilidade deixou de ser uma escolha opcional para se tornar uma necessidade estratégica. Empresas, instituições e cidadãos precisam compreender que desenvolvimento econômico e preservação ambiental devem caminhar juntos. A agenda ESG, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e as iniciativas de baixo carbono já não são tendências - são exigências de um novo tempo.>
Este é um chamado urgente. Não para amanhã, mas para agora. Cada decisão importa: reduzir desperdícios, apoiar práticas sustentáveis, preservar recursos naturais, cobrar políticas públicas responsáveis e repensar a forma como produzimos e consumimos.>
O planeta não precisa de mais discursos vazios. Precisa de ação concreta, compromisso e coragem para mudar.>
O tempo está se esgotando. E a pergunta que permanece é simples: de que lado da história queremos estar?>
*Anadilza Baima é coordenadora do Comitê de Meio Ambiente da Sustentalli>