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Da Redação
Publicado em 3 de maio de 2014 às 10:11
- Atualizado há 3 anos
"Máximo para o homem, mínimo para a máquina", foi esse o conceito que a Honda utilizou para desenvolver a terceira geração do Fit, veículo que começa a ser vendido este mês no Brasil. Em relação à atenção para os homens, ou passageiros, a marca japonesa deixou o Fit mais comprido (de 3,90 metros para 3,99 m) e com entre-eixos mais longo (2,53 m contra 2,50 m do antigo), o modelo cresceu também em medidas raramente notadas, mas muito importantes: 3,5 centímetros a mais em espaço sobre os ombros nos assentos dianteiros e 2 cm no banco traseiro; 12 cm a mais para as pernas na segunda fileira e 8 cm a mais de distância entre os passageiros dianteiros e traseiros.Além da carroceria maior, os japoneses utilizaram alguns artifícios para ganhar mais espaço no interior do monovolume. Entre eles estão a redução do comprimento do braço da suspensão traseira e uma mudança na fixação do tanque de combustível - que é central - permitiu que o motorista ganhasse 1 cm na regulagem de altura do banco.Para organização de objetos a bordo, o sistema de rebatimento dos bancos ULT (Utility Long Tall) foi aperfeiçoado e oferece agora a possibilidade de alinhar o encosto dianteiro ao assento traseiro, o que aumenta a capacidade de acondicionamento do veículo e pode ser útil no transporte de objetos mais longos, como uma escada ou uma prancha de surfe.Mais forçaMaior e com visual mais esportivo, que começa pela nova identidade visual da marca adotada na dianteira e se estende pela lateral com vincos marcantes, a Honda abandonou coerentemente o motor 1.4 e agora todas as versões são equipadas com o propulsor 1.5 de 16 válvulas. Com o controle eletrônico variável de sincronização e abertura de válvulas (i-VTEC), o motor gera 116 cv de potência a 6 mil rotações por minuto e torque de 15,3 kgfm a 4.800 rpm quando o combustível escolhido for o etanol. Com gasolina, nas mesmas rotações, são gerados 115 cv e 15,2 kgfm. Agora sem necessidade de alimentação auxiliar para partidas a frio, o motor teve um aumento da taxa de compressão, comando de válvulas redesenhado e atrito e peso reduzidos, o que aumenta o torque em baixas rotações e proporciona uma melhor dirigibilidade, aceleração e redução de consumo de combustível. A melhora de eficiência é perceptível quando analisado o consumo de combustível (feito pelo Inmetro) em relação à geração anterior: 17% nas versões CVT e 8% nas com transmissão manual. A transmissão CVT (Continuously Variable Transmission) está disponível no modelo, agora na nova geração Earth Dreams. A principal novidade é que o sistema apresenta conversor de torque e uma elasticidade de giro maior, o que melhora a tração em baixas velocidades, proporcionando uma resposta mais rápida, aceleração linear e economia de combustível. Com isso, a força do motor principalmente em subidas mais íngremes é ampliada e a concepção moderna de aceleração gradual e contínua torna a direção mais suave e ágil.Ao volanteTestamos o Fit com câmbio manual e CVT por trechos urbanos e rodoviários na região de Florianópolis. A direção elétrica é precisa em velocidades mais altas e bastante leve nas manobras de estacionamento. No geral, o Fit tem um desempenho suave. Os momentos ruins são nas retomadas e quando há a necessidade de aceleração súbita com o câmbio CVT. Nestes casos, o nível de ruído aumenta muito, incomodando na cabine.Em relação aos equipamentos, fazem falta itens simples, como iluminação no porta-luvas e comando de um toque para descer ou subir os vidros - apenas o do motorista tem essa função. Já a regulagem de profundidade do volante só equipa as versões EX e o EXL, as demais possuem apenas ajuste de altura. A Honda fica devendo ainda freios a disco na traseira e controle eletrônico de estabilidade.MercadoPara ter um Fit na sua garagem é preciso desembolsar pelo menos R$ 49.900, valor da versão DX com pintura sólida - as cores metálicas e perolizadas deixam o Honda R$ 990 mais caro. Se quiser equipar essa versão com o câmbio CVT, reserve mais R$ 4.600. A seguir vem a versão LX, que custa R$ 54.200 com câmbio manual e R$ 58.800 com o CVT. Outras duas opções são oferecidas apenas com a transmissão CVT: EX (R$ 62.900) e EXL (R$ 65.900). A Honda espera vender 48 mil unidades desta nova geração até dezembro.Globalmente, o monovolume é um dos veículos mais vendidos da história da Honda, próximo à expressiva marca de 5,2 milhões de unidades comercializadas em todo o mundo desde a sua apresentação oficial, em junho de 2001, no Japão. Atualmente, o Fit é vendido em mais de 120 países e fabricado em 11 unidades localizadas no Brasil, China (2), Indonésia, Japão (2), Malásia, México, Reino Unido, Taiwan e Tailândia. No Brasil, mais de 500 mil unidades foram produzidas desde o lançamento no país, em 2003.O jornalista viajou a convite da Honda>