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Matheus Marques
Publicado em 31 de março de 2026 às 19:53
O Aeroporto Internacional de Brasília, um dos principais centros de conexão aérea do país, pode passar por mudanças na sua concessão ainda este ano. O governo federal avalia a realização de um novo processo dentro do programa de concessões, o que abriria caminho para uma nova gestão do terminal. Atualmente administrado pela Inframerica, o aeroporto exerce papel estratégico na redistribuição de voos domésticos, especialmente nas rotas que ligam o Sudeste às regiões Norte e Nordeste.
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A medida está inserida na política federal de concessões aeroportuárias, que busca ampliar investimentos e melhorar a conectividade aérea no país. O modelo, coordenado pela Agência Nacional de Aviação Civil, prevê a formação de blocos que combinam aeroportos de maior demanda com terminais regionais, permitindo equilibrar a operação e estimular a expansão do transporte aéreo para cidades menores.
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Aeroporto de Brasília
A concessionária Inframerica e o governo federal discutem, com acompanhamento do Tribunal de Contas da União, uma solução para impasses contratuais que remontam à concessão firmada em 2012. O processo envolve a avaliação de alternativas como reequilíbrio econômico-financeiro ou eventual relicitação. No âmbito do Ministério de Portos e Aeroportos, a condução do tema sinaliza a possibilidade de um novo arranjo contratual, com previsão de ampliação de investimentos e modernização da infraestrutura do terminal.
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O processo de concessão permite a participação da atual operadora, mas também abre espaço para novos grupos interessados em assumir o terminal, conforme as regras definidas pela Agência Nacional de Aviação Civil. A entrada de novos operadores pode ampliar investimentos e introduzir práticas de gestão já adotadas em grandes hubs internacionais. Para o passageiro, a expectativa é de manutenção da eficiência nas conexões, em um aeroporto que figura entre os principais centros de distribuição de voos domésticos do país.
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O desempenho do processo de concessão deve servir como referência para a agenda federal de infraestrutura prevista até 2026. Além do aeroporto da capital, o Ministério de Portos e Aeroportos acompanha outros projetos considerados estratégicos, como iniciativas no Porto de Santos e a estruturação de concessões no setor hidroviário.
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A proposta é manter o Aeroporto Internacional de Brasília como um dos principais centros de conexão do país, com papel estratégico na distribuição de voos domésticos. Dentro do modelo de concessões estruturado pela Agência Nacional de Aviação Civil, a ampliação da aviação regional depende da combinação entre investimentos privados e políticas públicas voltadas à conectividade. Nesse contexto, o Brasil segue no radar de investidores estrangeiros, e a capital federal ocupa posição relevante na articulação desses projetos.
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