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Juliana Rodrigues
Publicado em 21 de maio de 2026 às 19:00
Impulsionado pelo programa federal Investe+ Aeroportos, o terminal de Brasília recebe R$ 1,1 bilhão em aportes privados para virar um polo de lazer, comércio e logística. A expansão inclui um shopping inédito com 130 lojas para setembro de 2026, além de clube com piscina de ondas e centro de distribuição. >
Aeroporto de Brasília
As obras geram 650 empregos e a estratégia busca inflar as receitas comerciais para tentar frear o preço das passagens. >
A guinada bilionária do terminal brasiliense responde a uma tendência global de sobrevivência financeira. Hoje, as chamadas receitas acessórias vindas de lojas, estacionamentos e publicidade já respondem por 60% do faturamento dos aeroportos do país. Os outros 40% ficam por conta das tarifas de embarque.>
Ao expandir o comércio, o terminal tenta reduzir seus custos operacionais para aliviar o bolso do passageiro. É o que explica Clarissa Barros, diretora do Departamento de Outorgas e Políticas Regulatórias do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), ao apontar que os complexos aeroportuários estão se consolidando como grandes centros de negócios.>
O interesse dos investidores foi destravado por uma mudança regulatória que garantiu contratos comerciais de longo prazo. Em Brasília, a concessionária Inframerica poderá explorar o espaço até o ano de 2067. Para o diretor comercial da empresa, Rogério Coimbra, o modelo enterra o conceito tradicional dos aeroportos, transformando o terminal em um espaço de convivência, lazer e serviços.>
Com inauguração marcada para 15 de setembro deste ano, o novo shopping center ficará fincado a menos de 500 metros do terminal de passageiros. O projeto prevê mais de 60 mil m² de área construída, academia, dez restaurantes, salas de cinema VIP e uma tela de exibição ao ar livre.>
Segundo o vice-presidente da Inframerica, Juan Horacio Djedjeian, a proposta aposta em áreas abertas e integração, oferecendo uma experiência diferente do formato de um shopping comum. O plano de expansão ainda avança em duas frentes: um Centro de Distribuição Logística de R$ 35 milhões para o mercado de cargas e um clube com piscina de ondas orçado em R$ 450 milhões.>
Durante vistoria ao canteiro de obras, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, defendeu que o programa federal foi desenhado justamente para impulsionar novos negócios e descentralizar o desenvolvimento regional.>