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Engenheiros encontram na indústria espaço para inovação e crescimento

Experiências no setor petroquímico mostram como a prática acelera carreiras e fortalece formação profissional

  • Foto do(a) author(a) Donaldson Gomes
  • Donaldson Gomes

Publicado em 10 de abril de 2026 às 05:00

A engenheira química Victória de Jesus Macedo Crédito: Divulgação

Mais do que um campo de atuação, a indústria tem se consolidado como um dos destinos mais promissores para quem escolhe a Engenharia como carreira. No Dia da Engenharia, celebrado em 10 de abril, esse protagonismo ganha destaque ao evidenciar o papel da profissão na aplicação prática do conhecimento, na inovação tecnológica e na construção de soluções que impactam diretamente o desenvolvimento econômico, a segurança e a sustentabilidade da sociedade.

Dados do Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que 82.705 engenheiros se formaram no Brasil em 2024. Muitos desses profissionais encontram na indústria oportunidades concretas de aprendizado contínuo, crescimento profissional e atuação em projetos de alta complexidade e relevância para o país.

Nas unidades da Braskem no Polo Industrial de Camaçari, 12% dos integrantes atuam em posições de engenharia. Victória de Jesus Macedo, de 27 anos, é uma dessas profissionais. Formada em Engenharia Química, ela ingressou na companhia em 2021 como estagiária e foi efetivada em 2023, como engenheira de Produção da unidade de Polietileno. Uma conquista que, segundo ela, simboliza a realização de um sonho. “Eu sempre digo que todo engenheiro deveria experimentar o trabalho na indústria, porque você aprende a lidar com todo tipo de situação. Por ser um setor de extrema importância para a sociedade e por ter que lidar com rápidas mudanças de cenários, seu desenvolvimento pessoal dentro de um ambiente assim é exponencial”, explica.

Segundo Victória, por ter à disposição um amplo campo de atuação, os engenheiros encontram na indústria muitas opções de absorção no mercado. “Eu acho que sempre vai ter trabalho para o engenheiro, especialmente com a indústria 4.0, cada vez mais focada em dados e inteligência artificial, que precisa de profissionais com conhecimento técnico ligado a questões mais lógicas, à tecnologia e a trabalhos mais complexos. Hoje, a carreira de engenharia talvez seja ainda mais promissora do que nunca”, acrescenta.

Para Raphael Conceição de Oliveira, de 31 anos, engenheiro de Manutenção e Confiabilidade na unidade de Químicos 1 da Braskem, a indústria exerce também um papel fundamental na formação prática dos engenheiros. “A indústria é uma segunda universidade. A graduação é altamente teórica, porém, uma vez que você tenha os conhecimentos técnicos consolidados e traz isso para um ambiente industrial, sua curva de crescimento é muito maior. Você sai do mundo abstrato e consegue conectar sua base teórica a uma vivência prática”, pontua.

Raphael destaca ainda a realização pessoal de poder enxergar um impacto real e benéfico no mundo, por meio de seu trabalho como engenheiro, e relembrou do período da pandemia da Covid-19. “Nós fabricamos matéria prima para diversos produtos hospitalares, como máscaras, seringas e bolsas de sangue. Então, é muito gratificante saber que nosso trabalho pode ter salvado vidas”, afirmou.

Graduado em Engenharia Química e mestre na mesma área, o diretor Industrial da Braskem na Bahia, Carlos Alfano, reforça o papel da profissão para o setor. “A indústria química e petroquímica é a base para diversas outras cadeias produtivas e a engenharia está no centro de toda essa engrenagem. Por isso, estamos sempre atentos na formação continuada de nossos integrantes e na absorção de novos talentos para garantir não apenas a continuidade das nossas operações, mas também a evolução de todo o setor”, ressalta.