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Além de Michael Jackson, quem são os 4 artistas do mundo com direito ao mítico Disco de Urânio de mais de 50 milhões de vendas

História que circula nas redes sociais desde 2016 mistura histórias e lendas sobre a indústria fonográfica

  • Foto do(a) author(a) Luiz Dias
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Luiz Dias

  • Agência Correio

Publicado em 6 de maio de 2026 às 12:00

Apenas um grupo seleto de quatro artistas seriam capazes de adquirir essa relíquia
Apenas um grupo seleto de quatro artistas seriam capazes de adquirir essa relíquia Crédito: Reprodução / Facebook | Zoran Veselinovic / Wikimedia Commons

Desde que a internet se popularizou, diversos mitos passaram a circular por ela, e um dos mais famosos é o do Disco de Urânio. Há dez anos, começou a se espalhar a história de uma gravadora que premiava álbuns com mais de 50 milhões de vendas com essa relíquia exótica.

Dentre os nomes mais citados, estaria até o Rei do Pop, Michael Jackson, mas a realidade mistura história e lenda. Afinal, o disco existiu? Sim. Mas foi distribuído para vários artistas? A história é mais complicada do que isso.

A peça mais documentada da história é o Disco de Urânio ligado a Raphael, não uma certificação mundial entregue automaticamente a qualquer artista por Peterson155 / Wikimedia Commons

Disco de Urânio

Existe realmente um disco de urânio, uma peça confeccionada pela gravadora espanhola Hispavox. Ele foi dado ao cantor espanhol Raphael, que ultrapassou 50 milhões de vendas ao longo da carreira junto da gravadora.

Atualmente, a relíquia está em exposição no Museu Raphael, em Linares, na Espanha, um acervo dedicado ao artista. Porém, a história em torno dessa peça ganhou novas camadas com o passar dos anos.

Uma publicação no Facebook, feita em 19 de abril de 2016, ajudou a popularizar o mito no Brasil. O post foi compartilhado mais de 13 mil vezes, um número muito expressivo para a internet brasileira da época.

Reprodução / Facebook
Reprodução / Facebook Crédito: Reprodução / Facebook

Outros potenciais vencedores

Apesar de a escala de urânio ser uma criação singular, a indústria musical realmente premia artistas com discos exóticas. Organizações como a Associação da Indústria Fonográfica da América (RIAA) distribuem discos de ouro, platina, multiplatina e diamante.

Parede com diversos discos de premiação expostos no Country Music Hall of Fame and Museum em Nashville, Tennessee (EUA)
Parede com diversos discos de premiação expostos no Country Music Hall of Fame and Museum em Nashville, Tennessee (EUA) Crédito: Ole Bendik Kvisberg / Wikimedia Commons

Outra diferença entre a história e o mito é que essas premiações costumam estar ligadas a álbuns específicos, e não necessariamente ao conjunto da carreira de um artista. Ainda assim, a dinâmica é interessante: se essa premiação existisse, quem seriam os felizardos a receber o disco radioativo?

Em toda a história do mercado fonográfico, pouquíssimos álbuns alcançaram a marca simbólica de 50 milhões de cópias. Entre os nomes mais citados estão:

  • Thriller’ (1982), de Michael Jackson
  • Back in Black’ (1980), da banda AC/DC
  • Dark Side of the Moon’ (1973), da banda Pink Floyd

Se a lista fosse feita pelos critérios atribuídos à Hispavox, ou seja, pelo total de cópias vendidas ao longo da carreira, ela seria imensa. Nomes como Beatles, Elvis Presley, Eminem, Queen e Madonna venderam centenas de milhões de cópias.

Feito insuperável

Apesar de o mundo viver a ascensão constante de bandas e cantores ao nível de ídolos, alcançar a meta de 50 milhões de cópias é quase impossível na atualidade.

Isso se deve à mudança no formato de consumo musical proporcionada pelas plataformas de streaming, principalmente o Spotify. Agora, os consumidores têm acesso aos álbuns na estreia diretamente no celular.

Apesar disso, a venda física ainda existe; o álbum ‘21’ (2011), da cantora Adele, bateu 31 milhões de cópias e é frequentemente citado como o mais vendido do século XXI
Apesar disso, a venda física ainda existe; o álbum ‘21’ (2011), da cantora Adele, bateu 31 milhões de cópias e é frequentemente citado como o mais vendido do século XXI Crédito: Kristopher Harris / Wikimedia Commons

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Música Internet História