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Helena Merencio
Agência Correio
Publicado em 10 de junho de 2026 às 04:04
Poucas coisas mudam tanto a rotina de uma casa quanto perceber que o gato está diferente. Um dia, o sinal aparece na caixa de areia. Em outro, surge na pelagem mais opaca, nas bolas de pelo frequentes ou naquele esforço discreto que só chama atenção para quem conhece o animal de perto. >
Daí vem a curiosidade em torno do azeite de oliva na alimentação dos felinos. O ingrediente, comum na cozinha, passou a ser usado em pequenas quantidades principalmente quando há preocupação com o trânsito intestinal e com o aspecto dos pelos.>
Veja relações entre cor do pelo e características dos gatos
A lógica é simples, mas exige cuidado. Em dose moderada e com orientação adequada, o azeite pode atuar como lubrificante natural no sistema digestivo felino, ajudando gatos com fezes ressecadas ou dificuldade ocasional para evacuar.>
Nos pelos, o efeito aparece de outra forma. As gorduras monoinsaturadas e os compostos antioxidantes presentes no azeite podem contribuir para uma pelagem mais macia, uniforme e brilhante.>
O problema está no exagero. Por ser calórico, o azeite não deve ser oferecido livremente nem virar hábito sem controle. Em excesso, pode causar desconforto gastrointestinal, fezes amolecidas e ganho de peso.>
Gatos são sensíveis a mudanças na alimentação. Muitos vivem exclusivamente dentro de casa, se movimentam menos e podem apresentar episódios ocasionais de constipação.>
Quando as fezes ficam ressecadas ou a evacuação exige mais esforço, uma pequena quantidade de azeite misturada à ração pode facilitar a passagem do conteúdo intestinal. >
O efeito tende a ser mais perceptível em casos pontuais, não em problemas persistentes.>
Bolas de pelo também entram nessa relação. Durante a higiene diária, os gatos ingerem pelos mortos, e parte desse material pode se acumular no trato digestivo. Com o trânsito intestinal favorecido, a eliminação pode ocorrer com mais facilidade.>
A caixa de areia não é o único lugar onde mudanças aparecem. A qualidade dos pelos também costuma refletir a alimentação recebida pelo animal.>
Quando há gorduras saudáveis em quantidade adequada, a superfície dos fios tende a reter melhor a hidratação natural. Por isso, alguns gatos podem apresentar pelagem mais brilhante, macia e uniforme após a inclusão moderada do azeite.>
Ainda assim, o ingrediente não transforma a saúde do animal de uma hora para outra. O efeito deve ser entendido como um complemento, capaz de reforçar sinais já associados a gatos bem cuidados.>
O azeite de oliva não deve ser oferecido livremente. Como é calórico, o excesso pode causar desconforto gastrointestinal, fezes amolecidas e ganho de peso ao longo do tempo.>
Portanto, a quantidade precisa ser pequena, compatível com o porte e as necessidades do animal. >
O uso também deve ter orientação veterinária, principalmente quando existe qualquer alteração recorrente na rotina do gato.>
Constipação frequente, vômitos recorrentes, perda de peso ou mudanças persistentes no comportamento intestinal exigem atenção. Nessas situações, ajustes caseiros na alimentação não substituem avaliação profissional.>
Nem todo gato precisa desse complemento. Animais que consomem rações premium ou super premium normalmente já recebem níveis equilibrados de gorduras e nutrientes voltados para pele e pelagem.>
Em gatos com alimentação bem ajustada, o benefício adicional pode ser pequeno ou inexistente. A resposta tende a aparecer mais em animais idosos, felinos com bolas de pelo frequentes ou gatos com fezes ocasionalmente ressecadas.>
Os sinais costumam surgir em detalhes da convivência: menos esforço na caixa de areia, menor incidência de bolas de pelo e fios com aspecto mais saudável.>
O azeite de oliva não deve ser tratado como solução milagrosa. Usado corretamente e com orientação veterinária, pode atuar como um complemento simples para ajudar o sistema digestivo e melhorar a aparência da pelagem.>