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Cidade mais antiga do Nordeste, com quase 500 anos, mistura turismo histórico, praias quentinhas e uma das melhores festas do país

Patrimônio Mundial da Unesco, Olinda combina centro histórico, orla urbana e o carnaval famoso no Brasil

  • Foto do(a) author(a) Luiz Dias
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Luiz Dias

  • Agência Correio

Publicado em 8 de maio de 2026 às 12:16

A cidade reúne cerca de 1.500 imóveis em 1,2 km², com construções coloniais, fachadas de azulejos e marcas de diferentes períodos da arquitetura brasileira
A cidade reúne cerca de 1.500 imóveis em 1,2 km², com construções coloniais, fachadas de azulejos e marcas de diferentes períodos da arquitetura brasileira Crédito: Ridiculopathy / Wikimedia Commons

Olinda, em Pernambuco, é um dos destinos mais marcantes do Nordeste para quem busca história, praias e cultura em uma mesma viagem. Fundada em 1535, a cidade comemorou seu aniversário de 491 anos em 2026, um feito compartilhado por menos de cinco cidades no país inteiro.

Vizinha ao Recife, Olinda ficou conhecida pelas ladeiras de pedra, pelos casarões coloridos, marcas da herança colonial à beira-mar. O centro histórico recebeu o título de Patrimônio Mundial da Unesco em 1982.

Igreja do Sagrado Coração de Jesus na cidade inundada por Guga Matos / Setur PE / Divulgação

Olinda faz aniversário junto com Recife

Olinda comemora aniversário em 12 de março, mesma data celebrada por Recife. Em 2026, a cidade completou 491 anos, dois a mais que a capital pernambucana, ambas as cidades compartilham uma história de rivalidade na história pernambucana.

A cidade foi a capital do estado durante o período colonial, perdendo o título para o Recife, definitivamente, apenas no século XIX (por volta de 1827-1837)
A cidade foi a capital do estado durante o período colonial, perdendo o título para o Recife, definitivamente, apenas no século XIX (por volta de 1827-1837) Crédito: Frans Post / Wikimedia Commons

Essa data tem origem no Foral de Olinda, documento enviado por Duarte Coelho ao rei de Portugal em 12 de março de 1537. O registro descrevia a vila e suas benfeitorias, embora não exista confirmação sobre o dia exato em que o povoado foi fundado.

A origem do nome Olinda também é cercada por tradição popular. Uma das versões diz que Duarte Coelho teria se encantado com a paisagem e declarado: “Ó linda situação para se construir uma vila”, frase que teria inspirado o nome da cidade.

O que conhecer em Olinda?

O Alto da Sé é um dos pontos mais visitados. De lá, é possível observar o casario, as igrejas, os coqueiros e o mar, com Recife ao fundo. O local também reúne barracas de comida, artesanato e movimento turístico.

Recife e Olinda juntas nesse registro do Alto da Sé
Recife e Olinda juntas nesse registro do Alto da Sé Crédito: Passarinho / Pref.Olinda / Wikimedia Commons

Entre os principais atrativos estão a Igreja da Sé, o Mosteiro de São Bento, o Convento de São Francisco e a Igreja do Carmo. Um legado da tradição religiosa que guiou os primórdios da criação da cidade.

Outras das relíquias de Olinda se encontram nas ruas do Amparo, do Bonfim, da Misericórdia e dos Quatro Cantos. Nelas, você encontra as icônicas fachadas coloridas que ilustram os cartões-postais, bem como oficinas de arte, lojas, cafés e mirantes espalhados pelo centro histórico.

Olinda e o frevo

O frevo é uma das expressões mais fortes da identidade cultural de Olinda. O estilo musical nasceu ligado ao carnaval de rua de Pernambuco e se tornou parte da paisagem sonora da cidade, especialmente nas icônicas ladeiras.

O nome frevo vêm justamente do verbo 'ferver', com os dançarinos fervilhando em umda dança frenética que tem raízes na marcha, maxixe e capoeira
O nome frevo vêm justamente do verbo 'ferver', com os dançarinos fervilhando em umda dança frenética que tem raízes na marcha, maxixe e capoeira Crédito: Prefeitura de Olinda

Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, o frevo mistura música e dança com resistência popular e identidade histórica. Em Olinda, ele aparece nos blocos, nas orquestras e na energia dos foliões.

Entre as agremiações mais tradicionais de Olinda estão a Pitombeira dos Quatro Cantos, o Elefante de Olinda, o Cariri, o Menino da Tarde e blocos como John Travolta. Cada um deles mantém o frevo vivo à sua maneira, com seus estandartes e orquestras carregadas pelas multidões de passistas e foliões que atravessam gerações.

Homem da Meia-Noite

O Homem da Meia-Noite é um dos personagens mais conhecidos do carnaval de Olinda. O boneco gigante saiu às ruas pela primeira vez em 1932 e, desde então, virou símbolo da abertura da folia na cidade.

Com cerca de quatro metros de altura, o boneco atrai moradores e turistas pelas ladeiras do centro histórico
Com cerca de quatro metros de altura, o boneco atrai moradores e turistas pelas ladeiras do centro histórico Crédito: Prefeitura de Olinda

Quando visitar Olinda?

Quem busca aproveitar as praias de Olinda encontra boas opções na orla urbana, como Rio Doce, Casa Caiada, Bairro Novo, Carmo e Milagres. Os meses entre setembro e março costumam ter dias mais secos e ensolarados.

Vista do Museu de Arte Sacra com visão do mar azul de Olinda
Vista do Museu de Arte Sacra com visão do mar azul de Olinda Crédito: Rene Tigre / Wikimedia Commons

Esse período é ideal para caminhar pela orla, curtir o calor e combinar os passeios pelo centro histórico com paradas à beira-mar. A cidade fica mais movimentada, especialmente nos fins de semana e feriados.

Para quem quer viver o carnaval de Olinda, a melhor época é fevereiro ou março, conforme o calendário oficial da festa. Nesse período, as ladeiras recebem blocos, orquestras de frevo, bonecos gigantes e milhares de foliões.

Fora da alta temporada, Olinda oferece uma experiência mais tranquila. As ladeiras ficam menos cheias, e o visitante consegue circular com mais calma pelo centro histórico.

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Carnaval Turismo Praia Pernambuco Nordeste História Olinda