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Construções abandonam o tijolo e a alvenaria comum e apostam em materiais diferentes para deixar obra mais rápida e mais barata

Centro Brasileiro da Construção em Aço afirma que os clientes devem se atentar para suas necessidades antes de começar a obra para atingir o melhor resultado

  • Foto do(a) author(a) Luiz Dias
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Luiz Dias

  • Agência Correio

Publicado em 3 de junho de 2026 às 11:08

Apesar de ser a mais comum, a alvenaria tradicional não é a mais indicada para todos os casos
Apesar de ser a mais comum, a alvenaria tradicional não é a mais indicada para todos os casos Crédito: Magnific

O Brasil foi construído em cima da alvenaria tradicional, vigas estruturais com muito tijolo e concreto, mas em 2026 esse modelo pode não ser o mais viável para todo tipo de construção.

Para saber se você está fazendo a escolha certa para o seu projeto, o Jornal CORREIO selecionou algumas das principais opções, com seus prós e contras abaixo.

Espanhol se mudou para a Noruega e revelou quanto recebem pintores, encanadores e operadores de grua no país. por Shutterstock

Alvenaria tradicional

A alvenaria tradicional é o modelo mais comum no Brasil. Normalmente, ela combina estrutura de concreto armado, com pilares, vigas e lajes, e paredes de tijolos ou blocos que servem para fechar e dividir os ambientes.

É o sistema mais familiar para pedreiros, mestres de obra e engenheiros. Por isso, costuma ser a escolha mais simples em cidades onde há ampla oferta de mão de obra
É o sistema mais familiar para pedreiros, mestres de obra e engenheiros. Por isso, costuma ser a escolha mais simples em cidades onde há ampla oferta de mão de obra Crédito: GOWTHAM AGM / Pexels

Prós: a principal vantagem é a disponibilidade. É fácil encontrar profissionais, fornecedores e manutenção. O sistema também permite reformas com mais facilidade, desde que pilares, vigas e lajes não sejam comprometidos.

Além disso, a alvenaria tradicional funciona bem para diferentes tamanhos de obra. Desde casas pequenas até prédios, além de que reformas costumam partir desse modelo, justamente pela previsibilidade do processo.

Contras: a obra tende a ser mais lenta, pesada e sujeita a desperdício. Como envolve concreto, argamassa, formas, escoramentos, cortes e reboco, o canteiro pode gerar muito entulho e exigir mais tempo para a conclusão da obra.

Steel frame

O steel frame (armação de aço), ou Light Steel Frame, é um sistema de construção a seco feito com perfis leves de aço galvanizado. Esses perfis formam a estrutura das paredes, que depois recebem placas, isolamento, impermeabilização e acabamento.

Em vez de levantar paredes com tijolo e cimento, a obra funciona como uma montagem técnica com peças mais padronizadas
Em vez de levantar paredes com tijolo e cimento, a obra funciona como uma montagem técnica com peças mais padronizadas Crédito: Diego Pontes / Pexels

Prós: o maior atrativo é a velocidade. Quando o projeto está bem feito e a equipe domina o sistema, a obra pode avançar muito mais rápido do que na alvenaria convencional. Também há menos sujeira e mais precisão nas medidas.

Outro ponto positivo é o peso menor da estrutura. Isso pode ajudar em terrenos específicos, como áreas com tendência a deslizamentos. O sistema também pode ter bom desempenho térmico e acústico quando recebe as camadas corretas.

Contras: o steel frame não perdoa improviso. Se a mão de obra não tiver familiaridade com o sistema, podem surgir problemas com muita facilidade, como infiltração, ruído, trincas nas placas e desconforto térmico.

Também é preciso prever reforços para armários, bancadas, suportes de televisão, caixas d’água e outros elementos pesados que dependam da estrutura. Mudar tudo depois da obra pronta pode ser mais difícil e caro do que em uma parede convencional.

Estrutura metálica

A estrutura metálica é diferente do steel frame. Ela usa vigas, pilares, treliças e perfis de aço mais robustos, geralmente associados a grandes vãos, coberturas e mezaninos
A estrutura metálica é diferente do steel frame. Ela usa vigas, pilares, treliças e perfis de aço mais robustos, geralmente associados a grandes vãos, coberturas e mezaninos Crédito: Max Vakhtbovych / Pexels

Na construção residencial, esse sistema pode aparecer em toda a estrutura ou apenas em partes estratégicas da casa, como a varanda, escada ou telhado.

Prós: a grande vantagem é a liberdade arquitetônica. A estrutura metálica permite vencer vãos maiores, reduzir pilares internos e criar ambientes mais abertos, o que combina com projetos modernos e integrados.

A montagem também pode ser mais rápida, já que muitas peças chegam prontas ao canteiro. Em soluções híbridas, o aço pode trabalhar junto com lajes, vidro, drywall, madeira, concreto ou alvenaria tradicional.

Contras: o custo pode variar bastante conforme o preço do aço e a complexidade do projeto. Além disso, a estrutura precisa de proteção contra corrosão, principalmente em áreas úmidas, litorâneas ou muito expostas.

ICF

ICF é a sigla em inglês para Insulated Concrete Forms (Formas de Concreto Isoladas), ou formas isolantes para concreto. O sistema usa blocos ou painéis, geralmente de isopor EPS, que funcionam como formas permanentes para receber concreto armado.

Depois da concretagem, a parede fica com um núcleo rígido de concreto e camadas isolantes nas laterais
Depois da concretagem, a parede fica com um núcleo rígido de concreto e camadas isolantes nas laterais Crédito: Giuliastully / Wikimedia Commons

Prós: o grande diferencial é o desempenho. Como o isolamento fica incorporado à parede, o ICF pode reduzir a entrada de calor no verão e a perda de calor no inverno. Isso melhora o conforto interno e pode diminuir a dependência de climatização.

A parede também tende a ser robusta, contínua e resistente. Para casas em regiões muito quentes, frias ou barulhentas, o sistema pode ser uma alternativa interessante quando há fornecedor e equipe especializada.

Contras: ainda é uma opção menos comum no Brasil. Isso pode dificultar a contratação de mão de obra, assistência técnica e fornecedores, além de elevar o custo inicial em algumas regiões.

Outro ponto é que o projeto precisa ser muito bem resolvido antes da concretagem. Instalações elétricas, hidráulicas, aberturas, passagens e futuras intervenções devem ser planejadas com antecedência. Reformar depois pode ser mais complexo.

Tijolo ecológico

O tijolo ecológico, também conhecido como tijolo de solo-cimento, costuma ser feito com solo, cimento e água, prensados em moldes e curados sem passar por queima em forno. Por isso, ele é vendido como uma alternativa de menor impacto ambiental.

Alguns modelos têm encaixes que ajudam no alinhamento e reduzem o uso de argamassa. Em certos projetos, o tijolo também pode ficar aparente, diminuindo a necessidade de reboco e acabamento
Alguns modelos têm encaixes que ajudam no alinhamento e reduzem o uso de argamassa. Em certos projetos, o tijolo também pode ficar aparente, diminuindo a necessidade de reboco e acabamento Crédito: Matheus Bertelli / Pexels

Prós: a principal vantagem é a redução da etapa de queima, comum em muitos tijolos cerâmicos. Isso pode diminuir o consumo energético na fabricação. A obra também tende a ser mais limpa e modulada quando o sistema é bem executado.

Outro atrativo é a estética. O tijolo aparente combina com projetos rústicos, casas de campo, edículas e construções com linguagem mais natural. Em obras pequenas, pode ser uma solução interessante.

Contras: o nome “ecológico” não garante qualidade. O desempenho depende do tipo de solo, da dosagem, da prensagem, da cura e do controle técnico do fabricante. Ou seja, a qualidade é muito variável, e a falta de cuidado ao escolher um fornecedor pode ser fatal.

Alvenaria estrutural

Na alvenaria estrutural, as paredes não servem apenas para dividir ambientes. Elas também sustentam a construção. Por isso, o sistema reduz ou elimina parte dos pilares e vigas usados em uma obra convencional.

Ele é muito usado em casas, sobrados e prédios com plantas bem moduladas. Quando arquitetura, estrutura e instalações são pensadas juntas, pode trazer economia, rapidez e menos desperdício
Ele é muito usado em casas, sobrados e prédios com plantas bem moduladas. Quando arquitetura, estrutura e instalações são pensadas juntas, pode trazer economia, rapidez e menos desperdício Crédito: Daniel Tanque / Pexels

Prós: o sistema pode reduzir o uso de concreto, aço, formas e madeira. Em projetos repetitivos ou bem planejados, isso ajuda a controlar custos e acelerar a execução.

Outro ponto positivo é a previsibilidade. Como a obra segue uma modulação rigorosa, há menos espaço para improviso e mais controle sobre a quantidade de blocos, passagens e etapas.

Contras: a principal limitação é a baixa flexibilidade. Como muitas paredes têm função estrutural, não dá para sair quebrando, rasgando ou abrindo vãos depois da obra pronta sem avaliação técnica.

Isso pode ser um problema para quem pretende mudar a planta no futuro, integrar cômodos ou fazer ampliações. Instalações elétricas e hidráulicas também precisam ser muito bem planejadas para não comprometer a estrutura.

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Casas Reforma Construção Civil Tendência