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Fernanda Varela
Publicado em 4 de junho de 2026 às 00:00
Em uma época marcada por tecnologia, respostas instantâneas e comunicação constante, muitas pessoas continuam enfrentando uma sensação cada vez mais comum: a de não se sentirem verdadeiramente compreendidas. A reflexão atribuída a Irvin D. Yalom atravessou gerações justamente porque destaca algo simples, mas profundamente humano: a capacidade de uma pessoa ajudar outra a enfrentar a própria dor.>
Conhecido por suas contribuições à psicoterapia existencial, Yalom dedicou grande parte da carreira a estudar temas como solidão, sofrimento, medo, morte e relações humanas. Em suas obras, frequentemente aparece a ideia de que o encontro genuíno entre pessoas possui um papel transformador.>
A reflexão continua extremamente atual em uma época marcada por hiperconexão digital e, ao mesmo tempo, por índices crescentes de isolamento emocional. Em muitos casos, as pessoas conversam o dia inteiro sem sentir que realmente foram ouvidas.>
Na prática, isso aparece em situações comuns do cotidiano. Um amigo que permanece ao lado durante uma crise, uma conversa sincera em um momento difícil, o apoio de familiares ou o acolhimento recebido em um processo terapêutico.>
O pensamento não sugere que afeto substitua tratamento psicológico ou acompanhamento médico quando necessário. A ideia central está mais ligada ao reconhecimento de que empatia, escuta e presença humana podem exercer um impacto profundo sobre o bem-estar emocional.>
Especialistas em comportamento frequentemente relacionam reflexões como essa à importância dos vínculos sociais, do sentimento de pertencimento e da construção de relações saudáveis ao longo da vida.>
Talvez seja justamente por isso que a frase continue sendo compartilhada. Em um tempo em que muitas pessoas convivem com a sensação de estarem sozinhas mesmo cercadas por outras, a reflexão lembra que compreender e ser compreendido continua sendo uma das necessidades mais fundamentais da experiência humana.>
* Algumas frases históricas atribuídas a psicólogos, psiquiatras e pensadores podem não possuir comprovação documental definitiva. Ainda assim, determinados pensamentos seguem amplamente associados a seus autores em livros, entrevistas, estudos e referências culturais ao longo dos anos.>