Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Luiz Dias
Agência Correio
Publicado em 19 de maio de 2026 às 04:04
A NASA/JPL anunciou, em parceria com a Microchip Technology, o desenvolvimento de sua nova geração de chips espaciais, o High Performance Spaceflight Computing (HPSC). A projeção é que eles sejam cerca de 100 a 500 vezes mais potentes do que os atuais. >
Os testes do HPSC começaram em fevereiro de 2026 e incluem, principalmente, avaliações para medir a resistência do chip às condições extremas do espaço. A performance do processador pode aumentar drasticamente a autonomia de máquinas espaciais.>
Próximas missões espaciais previstas para o futuro
A capacidade de processamento dos chips está diretamente relacionada aos sistemas de autonomia de dispositivos espaciais, como naves, rovers e sondas.>
Um dos principais exemplos é o AutoNav do rover Perseverance. Utilizando algoritmos complexos, o rover é capaz de “pensar” ao realizar tarefas como traçar rotas, calcular perigos ou reprogramar o destino diante de obstáculos.>
Algoritmos semelhantes são ainda mais importantes no funcionamento cotidiano das espaçonaves em operação. Esses sistemas automatizam uma infinidade de funções e auxiliam a vida dos pilotos humanos.>
O “piloto automático” de uma nave é chamado de guidance, navigation and control (GN&C). Ele combina três tarefas: saber para onde a nave deve ir, estimar onde ela está e controlar motores, rodas de reação, sensores ou atuadores para manter a trajetória e a orientação corretas.>
Um fato interessante é que existem chips muito mais potentes do que os utilizados em dispositivos espaciais já aprovados para operação, disponíveis na Terra há décadas. Porém, existe um diferencial importante: a resistência espacial.>
Chips escolhidos para esse tipo de operação precisam ter alta durabilidade contra fatores extremos do espaço. Dentre os principais estão radiação, variação térmica, choques físicos e funcionalidade em gravidade zero.>
Portanto, o mais importante na construção do HPSC é montar um chip que seja potente, mas também resistente. Cada unidade deve concentrar diversas funções, sendo praticamente um mini-computador compacto.>
A Microchip apresenta a família comercial como PIC64-HPSC, com versões radiation-hardened e radiation-tolerant. A versão mais resistente é voltada à órbita média, à órbita geoestacionária e ao espaço profundo; a versão tolerante à radiação mira, principalmente, a órbita baixa da Terra e aplicações comerciais de new space.>