Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Nasa apresenta novo chip de IA que permitirá que naves e robôs pensem por si mesmos como jamais visto antes

Dispositivos da linha PIC64-HPSC prometem processamento centenas de vezes superior aos modelos tracionais

  • Foto do(a) author(a) Luiz Dias
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Luiz Dias

  • Agência Correio

Publicado em 19 de maio de 2026 às 04:04

Chip funciona como um mini-computador condensado em um único dispositivo
Chip funciona como um mini-computador condensado em um único dispositivo Crédito: NASA / JPL

A NASA/JPL anunciou, em parceria com a Microchip Technology, o desenvolvimento de sua nova geração de chips espaciais, o High Performance Spaceflight Computing (HPSC). A projeção é que eles sejam cerca de 100 a 500 vezes mais potentes do que os atuais.

Os testes do HPSC começaram em fevereiro de 2026 e incluem, principalmente, avaliações para medir a resistência do chip às condições extremas do espaço. A performance do processador pode aumentar drasticamente a autonomia de máquinas espaciais.

Crew-13 tem lançamento previsto para não antes de meados de setembro de 2026 rumo à ISS, com Jessica Watkins, Luke Delaney, Joshua Kutryk e Sergey Teteryatnikov por Jessica Taveau / Wikimedia Commons

Autonomia das máquinas?

A capacidade de processamento dos chips está diretamente relacionada aos sistemas de autonomia de dispositivos espaciais, como naves, rovers e sondas.

Um dos principais exemplos é o AutoNav do rover Perseverance. Utilizando algoritmos complexos, o rover é capaz de “pensar” ao realizar tarefas como traçar rotas, calcular perigos ou reprogramar o destino diante de obstáculos.

O Perseverance está em missão desde 2021 na cratera Jezero, em Marte
O Perseverance está em missão desde 2021 na cratera Jezero, em Marte Crédito: NASA

Algoritmos semelhantes são ainda mais importantes no funcionamento cotidiano das espaçonaves em operação. Esses sistemas automatizam uma infinidade de funções e auxiliam a vida dos pilotos humanos.

O “piloto automático” de uma nave é chamado de guidance, navigation and control (GN&C). Ele combina três tarefas: saber para onde a nave deve ir, estimar onde ela está e controlar motores, rodas de reação, sensores ou atuadores para manter a trajetória e a orientação corretas.

Grande filtro

Um fato interessante é que existem chips muito mais potentes do que os utilizados em dispositivos espaciais já aprovados para operação, disponíveis na Terra há décadas. Porém, existe um diferencial importante: a resistência espacial.

Chips escolhidos para esse tipo de operação precisam ter alta durabilidade contra fatores extremos do espaço. Dentre os principais estão radiação, variação térmica, choques físicos e funcionalidade em gravidade zero.

Portanto, o mais importante na construção do HPSC é montar um chip que seja potente, mas também resistente. Cada unidade deve concentrar diversas funções, sendo praticamente um mini-computador compacto.

Em um único componente compacto existem: unidades centrais de processamento, aceleradores de cálculo, memória, interfaces de entrada e saída e sistemas de rede
Em um único componente compacto existem: unidades centrais de processamento, aceleradores de cálculo, memória, interfaces de entrada e saída e sistemas de rede Crédito: NASA's Scientific Visualization Studio / Wikimedia Commons

A Microchip apresenta a família comercial como PIC64-HPSC, com versões radiation-hardened e radiation-tolerant. A versão mais resistente é voltada à órbita média, à órbita geoestacionária e ao espaço profundo; a versão tolerante à radiação mira, principalmente, a órbita baixa da Terra e aplicações comerciais de new space.

Tags:

Nave Espacial Robô Ciência Nasa Tecnologia Espaço