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O vilarejo místico que nasceu do garimpo de cristais tem cachoeiras de águas cristalinas e guarda rochas de 1 bilhão de anos

Porta de entrada da Chapada dos Veadeiros, o vilarejo goiano preserva o charme rústico das ruas de terra e a herança do garimpo de cristais sobre um solo de rochas com mais de 1 bilhão de anos

  • Foto do(a) author(a) Raphael Miras
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Raphael Miras

  • Agência Correio

Publicado em 7 de abril de 2026 às 14:02

O antigo povoado de garimpeiros fundado nos anos 1950 é hoje um refúgio místico e principal acesso ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros
O antigo povoado de garimpeiros fundado nos anos 1950 é hoje um refúgio místico e principal acesso ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros Crédito: Wikimedia Commons

Localizada a 230 km de Brasília e a 37 km de Alto Paraíso de Goiás, a Vila de São Jorge é uma porta de entrada para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, que foi declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO em 2001.

Com suas ruas de terra, cerca de mil habitantes e a ausência total de semáforos, o vilarejo preserva uma atmosfera única que une espiritualidade, cultura alternativa e o cerrado intocado.

Chapada dos Veadeiros encanta os turistas por sua biodiversidade (Imagem: vitormarigo | Shutterstock) por

História da Vila São Jorge: do garimpo ao misticismo

A história da Vila de São Jorge começou na década de 1950, impulsionada pela demanda mundial por cristais de quartzo para equipamentos de rádio após a Segunda Guerra Mundial.

Originalmente chamada de "Baixa dos Veadeiros", a vila chegou a ter 2 mil moradores durante o auge da extração mineral.

O nome atual foi uma homenagem a São Jorge, trazido pelo influente morador Zequita, que mandou vir de São Paulo a imagem do santo que hoje repousa na capela local.

Com a criação do Parque Nacional em 1961 e a queda na procura pelo cristal natural, o garimpo entrou em declínio.

Foi a partir dos anos 1980 que o perfil da vila mudou drasticamente com a chegada de grupos filosóficos e esotéricos, consolidando o clima "místico" que atrai turistas do mundo todo até hoje.

Um solo totalmente diferente

O que torna a região geologicamente fascinante é o fato do Parque Nacional abrigar formações rochosas com mais de 1 bilhão de anos.

Além disso, o solo repousa sobre uma das maiores concentrações de quartzo do planeta e é cortado pelo Paralelo 14 Sul, o mesmo que atravessa Machu Picchu, no Peru.

O que não deixar de visitar

Para quem busca contato direto com a natureza, A vila oferece acesso a alguns dos pontos mais emblemáticos da Chapada, muitos deles seguindo antigas rotas de garimpeiros:

  • Vale da Lua: Formações de quartzito esculpidas pelo Rio São Miguel que lembram a superfície lunar.

  • Saltos do Rio Preto: Quedas d’água impressionantes de 80 e 120 metros de altura dentro do Parque Nacional.

  • Mirante da Janela: Uma moldura natural de pedra com vista panorâmica para os saltos.

  • Cachoeira do Segredo: Uma queda de 115 metros escondida em um cânion fechado.

Quando ir e como chegar

O clima no cerrado é dividido em duas estações bem definidas. A época seca, que vai de abril a setembro, é considerada a melhor janela para o turismo, com céu limpo e trilhas mais seguras.

Já o período chuvoso, de outubro a março, faz as cachoeiras ganharem volume, mas traz o risco de trombas d’água.

O acesso é feito a partir de Brasília pela GO-118 até Alto Paraíso, e depois pela GO-239. Embora a estrada até a vila seja asfaltada, o trecho final e as ruas internas permanecem de terra, reforçando o charme rústico de um lugar onde o tempo parece passar em outro ritmo.