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Raphael Miras
Agência Correio
Publicado em 28 de abril de 2026 às 16:04
Cuidar de um animal de estimação envolve carinho, mas também responsabilidades que podem impactar o orçamento familiar. >
Entre os cuidados essenciais, a esterilização se destaca não apenas para evitar crias indesejadas, mas como uma questão de saúde pública e bem-estar animal. >
No Brasil, diversos programas públicos e mutirões permitem que tutores, especialmente os de baixa renda, realizem o procedimento de forma totalmente gratuita.>
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Muito além do controle populacional, a castração é uma ferramenta de prevenção. Em fêmeas, o procedimento reduz drasticamente o risco de tumores de mama e infecções uterinas graves; em machos, previne problemas de próstata e câncer de testículo. >
Além disso, o animal tende a ficar mais calmo, reduzindo comportamentos como fugas, agressividade e a marcação de território. Do ponto de vista social, a medida é a principal arma contra o abandono e a superlotação de abrigos.>
A porta de entrada para a castração gratuita costuma ser a própria prefeitura. O primeiro passo é consultar os canais oficiais do seu município, como os Centros de Controle de Zoonoses (CCZ) ou secretarias de Meio Ambiente e Saúde, que realizam campanhas periódicas.>
Alguns estados possuem programas robustos, como o Pro Pet SP, em São Paulo, que já realizou mais de 19 mil procedimentos em diversas cidades do interior. Outra modalidade comum são as unidades móveis, conhecidas como CastraMóveis, ônibus adaptados que levam o atendimento cirúrgico diretamente aos bairros mais afastados.>
Embora as regras variem por cidade, a prioridade é quase sempre destinada a:>
• Famílias inscritas em programas sociais como o Cadastro Único (CadÚnico).>
• Protetores independentes e ONGs de proteção animal.>
• Animais sem raça definida ou resgatados.>
Para a inscrição, o tutor geralmente precisa apresentar documento de identidade, CPF e comprovante de residência. Em locais como Frutal (MG), por exemplo, assistentes sociais avaliam se a família se enquadra nos requisitos de baixa renda antes de liberar a vaga no Centro de Zoonoses.>
Um avanço recente na gestão dessas políticas é o SinPatinhas (Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos). Trata-se de uma plataforma gratuita do Governo Federal onde o tutor pode cadastrar seu cão ou gato usando a conta Gov.br.>
O sistema gera uma carteirinha digital (RG Animal) com um QR Code exclusivo. Se o animal for encontrado na rua, qualquer pessoa pode escanear o código para localizar o tutor. Além disso, o SinPatinhas centraliza o histórico de castração e vacinação, ajudando o governo a planejar onde os recursos para mutirões são mais necessários.>
É importante ressaltar que a castração é uma cirurgia e deve ser feita com rigor técnico. Novas diretrizes do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) estabelecem que o bem-estar do animal deve vir antes do volume de cirurgias.>
Isso significa que cada evento de castração deve ter um médico-veterinário responsável (RT) e seguir protocolos de triagem e biossegurança. Métodos como a castração química ou o uso de anticoncepcionais são proibidos nessas campanhas por oferecerem riscos à saúde do animal.>
Castrar é um ato de cuidado que beneficia o animal, o tutor e toda a comunidade, ajudando a construir um ambiente urbano mais equilibrado e livre de maus-tratos.>