Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Comédia com Nicolas Cage assume ares de farsa ao retratar celebridade instantânea

O Homem dos Sonhos, em cartaz nos cinemas, mostra Paul entre o céu e o inferno, entre a comédia e a tragédia

  • Foto do(a) author(a) Estadão
  • Estadão

Publicado em 6 de abril de 2024 às 08:38

O Homem dos Sonhos está em cartaz nos cinemas Crédito: Divulgação

De um dia para o outro, o professor Paul (Nicolas Cage) não consegue mais andar na rua. Sem querer, e sem entender, ele se torna uma celebridade instantânea. As pessoas, afinal, estão tendo sonhos com ele, mesmo sem conhecê-lo.

A partir dessa premissa, O Homem dos Sonhos, em cartaz nos cinemas, mostra Paul entre o céu e o inferno, entre a comédia e a tragédia. Ele não sabe explicar o que houve, mas vê uma oportunidade de crescimento profissional, econômico e social. No entanto, o diretor e roteirista Kristoffer Borgli vai além. Sonhos se tornam pesadelos. Paul deixa de ser amado.

O Homem dos Sonhos, assim, se revela como uma comédia farsesca afinada com a realidade. Navegando em conceitos do inconsciente coletivo de Carl Gustav Jung, o filme traz comentários sobre a fama instantânea que a internet trouxe.

Mas a internet e Borgli, consciente da pequenez de seu protagonista, não são clementes. Um deslize e pronto: vem o cancelamento. Não importa se Paul tem alguma culpa nessa história. Se ele está no topo, é preciso derrubá-lo.

O Homem dos Sonhos sabe o que dizer, ainda que não saiba como terminar a história. O final é um tanto abobalhado, seguindo um desfecho pouco interessante. Pelo menos, no processo, encontramos ideias interessantes, uma boa dose de reflexão sobre a fama - e o ator Nicolas Cage em um de seus melhores trabalhos.