Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Tradicional colar azul e branco dos Filhos de Gandhy vira até moeda para comprar cerveja

Na Avenida, um colar vale um beijo e, em alguns casos, até uma cerveja. A procura é tão grande que nem sempre o homem precisa abordar a mulher no circuito

  • D
  • Da Redação

Publicado em 18 de fevereiro de 2015 às 09:01

 - Atualizado há 3 anos

Há um ditado que diz que o amor não se compra, não se vende. Mas, durante o Carnaval, para alguns seguidores do tradicional Afoxé dos Filhos de Gandhy, ele tem um valor tabelado. Na Avenida, um colar vale um beijo. O assédio aumenta assustadoramente quando o cara está vestindo a tradicional indumentária do bloco afro. Quem garante são os próprios Gandhys.

“Rapaz, realmente, a gente fica mais bonito. Fica mais fácil pegar mulher. Só saindo uma vez para o cara entender. É coisa de louco”, explica Lucas Mineiro, 27 anos, e Gandhy há três carnavais. Existem colares de todos os tipos e preços.Filhos de Gandhy garantem que o colar aumenta o assédio e os deixa mais bonitos: ‘É coisa de louco’, diz folião (Foto: Marina Silva)Os tradicionais, feitos com miçangas brancas e azuis, custa 2 ou 3 reais, a depender do tamanho. “Esse Carnaval eu gastei uns R$ 250 só com os colares. Tem que ter vários. Se você sair com pouco, a mulher pode pensar que você já beijou muito e não te querer”, brinca Anderson Lima, que está em seu segundo Carnaval com o bloco.

CONFIRA TODA A COBERTURA DE CARNAVAL 

A procura pelos colares é tão grande que nem sempre o homem precisa abordar a mulher no circuito. “Velho, ontem, três mulheres me pararam e pediram um colar. Eu não disse nada, apenas sorri, beijei e entreguei”, conta Rômulo Nunes.

E pelo que parece, o mercado anda em alta. “Nos dois primeiros dias eu peguei umas 40 mulheres. Tive que pedir colar emprestado com o bróder”, é o que alega Jeferson Silva. E se der sede e o dinheiro acabar, o colar pode até servir de moeda.

“Já troquei um colar por uma piriguete (cerveja). Dei muita risada”, lembra Lucas.

Tradição

Este ano, o tema do bloco foi Águas Sagradas, lembrando as ligações religiosas ancestrais do Brasil com a África e a Índia. O ‘tapete branco’ saiu da Rua Chile por volta das 16h com um convidado ilustre.

O prefeito ACM Neto vestiu a tradicional roupa do afoxé e acompanhou parte do trajeto em cima do trio. No Campo Grande, o governador Rui Costa também apareceu.  Os Filhos de Gandhy apoiaram a campanha realizada pela Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres, que visa coibir a violência contra a mulher. O jingle da campanha tocou no trio e uma bandeira foi carregada pelos associados com o slogan: ‘Vá na moral ou vai se dar mal. Violência contra a mulher é crime’.