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Leila Pereira rebate críticas do Bahia após vitória do Palmeiras na Fonte Nova: 'Sempre uma desculpa'

Presidente do Palmeiras reage a reclamações do técnico tricolor sobre gol decisivo

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 7 de abril de 2026 às 10:55

Leila Pereira
Leila Pereira Crédito: Divulgação

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, respondeu às críticas feitas por atletas e pelo treinador do Bahia após a vitória do time paulista por 2 a 1 no domingo (5)m na Arena Fonte Nova. A dirigente contestou as reclamações sobre arbitragem e afirmou que "sempre tem uma desculpa" quando o time paulista ganha.

Após o confronto, Rogério Ceni e o zagueiro David Duarte questionaram a legalidade do segundo gol palmeirense, marcado por Gustavo Gómez, que garantiu o resultado ao clube paulista. O dirigente Cadu Santoro também reclamou com a arbitragem, segundo registro da súmula da partida.

Leila reagiu às declarações e afirmou que o resultado não teve interferência da arbitragem. "Quando o Palmeiras ganha, vence, é sempre assim, é sempre uma desculpa, e não é assim que funciona. Ontem nós que vencemos, foi um jogo difícil e não teve influência nenhuma da arbitragem, absolutamente nenhuma", disse Leila.

Leila Pereira por Divulgação

Ela reforçou que prefere não atribuir derrotas ou vitórias a decisões da arbitragem. "Eu não reclamei da arbitragem. Ah, o Bahia? O Bahia sim. Mas com o Palmeiras é sempre assim, todas as vezes que o Palmeiras vence um jogo, tem um escândalo. Aí é a arbitragem...sempre tem algum porquê. E eu já falei diversas vezes, eu, a presidente do Palmeiras, eu não reclamo de arbitragem. Na final da Libertadores, nós tivemos uma falta gravíssima, que era aquilo ali, nós entendíamos que era motivo de expulsão. A presidente em nenhum momento reclamou do resultado. Eu me recolhi e vi o que poderíamos melhorar. Eu nunca terceirizo responsabilidade"

Leila ainda comentou o comportamento de Abel Ferreira em relação às críticas à arbitragem e defendeu que as punições sejam aplicadas de forma equilibrada entre treinadores, dirigentes e atletas.

"Mas o meu treinador reclama em campo, ele é punido, tem um cartão para ele, ele é punido, ele não participa do próximo jogo, pode ser julgado pelo STJD. E esses dirigentes que reclamam e não acontece nada? E treinadores que reclamam em entrevista e não acontece nada? Isso é injusto. O meu treinador reclama, mas é punido. Eu queria que tivesse punição para dirigentes também que desrespeitassem a arbitragem, jogadores que desrespeitassem a arbitragem em entrevistas. Então, as coisas deveriam ser mais igualitárias", afirmou. 

Leila cobra união dos clubes e fala sobre liga única

Além da resposta ao Bahia, Leila também comentou a reunião realizada na segunda-feira (6) entre dirigentes das Séries A e B sobre a possível criação de uma liga unificada no futebol brasileiro, com participação da Confederação Brasileira de Futebol.

A dirigente destacou que o sucesso da iniciativa depende da cooperação entre os clubes e criticou posturas individuais durante o processo.

“Tem clubes que acham que são o Real Madrid, que podem até ser o Real Madrid da Shopee. Para chegar, precisa colocar pés no chão, conscientizar que todos precisamos um dos outros, ninguém é maior que ninguém. Esta foi a mentalidade desta presidente. Preciso dos outros clubes, não jogo sozinha”, disparou.

Atualmente, as equipes estão organizadas em dois blocos comerciais distintos: Libra e FFU. Durante o encontro, a CBF apresentou aos 40 clubes das duas principais divisões um estudo sobre o potencial econômico do futebol nacional.

Pelo cronograma apresentado, os clubes poderão encaminhar sugestões até o fim de julho. A expectativa é que o estatuto da nova liga seja concluído e apresentado até o encerramento deste ano.

Leila lembrou que o Palmeiras já participou de tentativas anteriores de criação de uma liga única e reforçou a importância de um modelo equilibrado entre os participantes.

“Quando fui eleita presidente do Palmeiras, tentamos formar uma liga com todos os clubes, mas como viram não foi possível. A Libra se transformou em um bloco comercial importante para negociar nossos direitos. Mas queremos valorizar o produto. Pela mentalidade de alguns dirigentes que acham o melhor individualmente e não é o caso da presidente do Palmeiras. Sempre foi claro para mim que o Palmeiras precisa estar em uma competição valorizada, em que todos os clubes têm o mesmo peso, independente do tamanho da torcida, da receita”, completou.

Ela também ressaltou que o envolvimento da CBF será determinante para o avanço do projeto. “Hoje foi uma conversa inicial. Não tenho dúvidas que sem envolvimento da CBF a liga não vai sair. A CBF não está impondo nada. Ela vai ouvir sugestões de todos os clubes, ela quer organizar. Todos os clubes precisam dos outros”, finalizou.

Segundo a entidade, os estudos apresentados aos clubes foram baseados em visitas técnicas realizadas em janeiro a ligas e federações da Inglaterra, Alemanha e Espanha. Durante a agenda na Europa, dirigentes brasileiros conheceram modelos de governança, mecanismos de fair play financeiro, uso de tecnologia e estratégias de profissionalização da arbitragem.

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