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Lesão que afastou jogadores da Copa do Mundo de 2026 está entre as mais temidas do futebol

Especialista explica como ocorre a ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA), lesão que exige longo período de recuperação e tem impactado a carreira de atletas de alto rendimento

  • Foto do(a) author(a) Pedro Carreiro
  • Pedro Carreiro

Publicado em 3 de junho de 2026 às 16:04

A Lesão de LCA é uma das mais temidas pelos jogadores de futebol
A Lesão de LCA é uma das mais temidas pelos jogadores de futebol Crédito: Magnific

Uma das lesões mais temidas no futebol voltou a ganhar destaque após afastar jogadores importantes da Copa do Mundo de 2026. Casos recentes envolvendo Rodrygo, da Seleção Brasileira, o holandês Xavi Simons e o japonês Takumi Minamino reacenderam o alerta sobre a ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA), problema que pode deixar atletas longe dos gramados por até um ano.

Segundo o ortopedista especialista em joelho do Itaigara Memorial, Gustavo Azi, o LCA é responsável por garantir a estabilidade do joelho e está entre as estruturas mais exigidas em esportes de alta intensidade, especialmente no futebol, modalidade marcada por mudanças bruscas de direção, arrancadas, desacelerações e contato físico constante.

De acordo com Gustavo Azi, a lesão costuma ocorrer justamente durante esses movimentos explosivos. “A ruptura do LCA geralmente acontece em movimentos de giro, mudanças bruscas de direção ou aterrissagens inadequadas após saltos. Em muitos casos, o atleta sente um estalo no joelho, seguido de dor intensa, inchaço e sensação de instabilidade”, explica.

Careca (1982): Principal esperança ofensiva do Brasil sofreu lesão na coxa poucos dias antes da estreia e perdeu a Copa da Espanha. por Reprodução

Além da limitação imediata, a lesão preocupa pelo longo tempo de recuperação e pelo impacto no desempenho esportivo. O diagnóstico é feito por avaliação clínica associada a exames de imagem, principalmente a ressonância magnética, que ajuda a identificar a extensão da lesão e possíveis danos associados, como comprometimento dos meniscos e da cartilagem.

Segundo Gustavo Azi, não é incomum que a ruptura do LCA venha acompanhada de lesões nos meniscos ou na cartilagem do joelho, o que pode tornar o tratamento ainda mais complexo. Nos casos envolvendo atletas profissionais, a cirurgia costuma ser a opção mais indicada para garantir um retorno seguro ao esporte de alto rendimento.

Lionel Messi — Aos 38 anos, o argentino vai completar 39 durante a disputa da sexta Copa da carreira e pode encerrar no Mundial a trajetória que já teve o título de 2022 como ponto alto. por Fifa/Divulgação

Após o procedimento, a recuperação exige um trabalho multidisciplinar que inclui fisioterapia intensiva, fortalecimento muscular, recuperação da mobilidade articular e recondicionamento físico.

O retorno aos gramados normalmente ocorre entre nove e doze meses após a cirurgia, embora alguns casos demandem um período ainda maior. Além da recuperação física, o atleta também precisa readquirir confiança para voltar ao mesmo nível de competitividade apresentado antes da lesão.

O especialista ressalta que a prevenção tem se tornado uma das principais ferramentas do futebol moderno para reduzir o número de casos. Programas específicos de fortalecimento muscular, treinamento neuromuscular e controle biomecânico já fazem parte da rotina de preparação de equipes profissionais e ajudam a minimizar o risco de lesões graves no joelho.

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Esporte Futebol Saúde