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Thais Borges
Publicado em 20 de maio de 2026 às 10:38
Com início previsto para 8h desta quarta-feira (20), a eleição para reitor da Universidade Federal da Bahia não foi iniciada em algumas unidades de ensino. Segundo uma denúncia feita pelo candidato da Chapa 1, Penildon Filho, o motivo seria o fato de que as urnas não chegaram em unidades como o Instituto de Geociências (Igeo), o Instituto de Matemática e Estatística (IME), a Escola de Belas Artes e o Instituto de Saúde Coletiva (ISC). >
"A comissão eleitoral não conseguiu enviar até agora as urnas para as unidades. A votação deveria ter iniciado às 8h, isso é muito prejudicial", escreveu o candidato, em uma mensagem enviada via lista de transmissão. >
Procurada pelo CORREIO, a assessoria da Ufba informou que o problema foi devido a impressoras que já foram substituídas. Assim, todas as unidades já tiveram o processo normalizado e a eleição segue em andamento. >
Em unidades como o IME, segundo fontes da reportagem, as urnas chegaram por volta das 11h. Já no Instituto de Biologia, o espaço para votação estava sendo montado por volta de 11h30. >
Eleição para reitoria da Ufba começa com falta de urnas nesta quarta-feira (20)
Segundo ele, são dificuldades devido ao processo de votação ter sido pelo voto em papel auditável. "Estávamos certos nós que defendemos o voto eletrônico", escreveu. >
O espaço segue aberto para manifestação de outras chapas e da comissão. >
O pleito conta com quatro chapas concorrentes: Mais Ufba (Penildon Filho e Bárbara Coelho), Somos Ufba (João Carlos Salles e Jamile Borges), Ufba Insurgente (Fernando Conceição e Célia Sacramento) e Nossa Ufba (Salete Maria e Menandro Ramos). >
É a primeira eleição após a regulamentação da Lei nº 15.367/2026, que pôs fim o modelo de lista tríplice nas universidades federais. Assim, a Ufba será a primeira universidade federal do país com o novo modelo: em que a chapa mais votada pela comunidade universitária é nomeada diretamente pelo presidente Lula. >
O voto será registrado em papel, em locais distribuídos nos campi da universidade. Por determinação da Justiça Federal, a universidade proibiu a prática de boca de urna e qualquer tipo de abordagem eleitoral direta a eleitores em toda a extensão dos campi durante os dias de votação. >