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Maysa Polcri
Publicado em 20 de maio de 2026 às 16:12
Entidades que representam agentes de segurança pública buscam meios para tentar anular o júri que absolveu Rodrigo da Silva Matos, de 62 anos, pelos homicídios de dois policiais militares em julho de 2021, em Vitória da Conquista, na Bahia. O tenente Luciano Libarino Neves, 34, e o soldado Robson Brito de Matos, 30, foram assassinados no distrito de José Gonçalves, na zona rural da cidade. >
Na terça-feira (19), representantes da Força Invicta e da Associação de Praças da Polícia e Bombeiro Militar da Bahia (APPMBA) participaram de uma reunião no Comando de Policiamento da Região Sudoeste (CPRSO) sobre o caso. O encontrou contou com a presença do comandante coronel Paulo Henrique e familiares das vítimas. >
Depois, integrantes das entidades estiveram no Fórum Criminal de Vitória da Conquista acompanhando os procedimentos ligados ao processo. Segundo Igor Rocha, presidente da Força Invicta, a associação iniciou, junto à assessoria jurídica criminal, os trâmites necessários para buscar a anulação do júri popular.>
“Não estamos falando apenas de um processo judicial. Estamos falando de dois policiais militares mortos em serviço, de famílias devastadas e de uma categoria que acompanha esse caso com profunda indignação. Nosso compromisso é acompanhar cada etapa dentro da legalidade e garantir o suporte necessário às famílias”, afirmou.>
O advogado criminalista Vivaldo Amaral, que atua junto ao jurídico da Força Invicta, afirmou que a entidade passou a acompanhar o caso após ser procurada pelos familiares depois da conclusão do julgamento.>
“Após a leitura dos autos, entendemos tecnicamente que a decisão do júri foi manifestamente contrária às provas do processo. Os autos demonstram, com clareza, que os militares foram executados. Acreditamos que o Ministério Público possa reverter essa decisão e obter a anulação do julgamento para que um novo júri popular seja realizado”, declarou.>
Segundo as investigações, os policiais Luciano Libarino e Robson Brito foram cercados por um grupo de seis pessoas, que atiraram contra eles e depois levaram seus celulares. Rodrigo da Silva, que faz parte de uma comunidade cigana na cidade, foi apontado como líder do grupo.>
Após o crime, diversas operações policiais foram realizadas na cidade, sendo que oito suspeitos, todos eles familiares de Rodrigo, foram mortos. Ele foi acusado por dois homicídios triplamente qualificados por motivo fútil, corrupção de menores e furto qualificado. O Tribunal do Júri, no entanto, decidiu que não havia provas suficientes para condená-lo e ele foi absolvido por quatro votos contra um.>