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Maysa Polcri
Publicado em 20 de maio de 2026 às 16:47
O homem preso no Aeroporto de Salvador, nesta quarta-feira (20), enquanto tentava fugir para o Rio de Janeiro foi identificado como José Jorge Santana Conceição Júnior, de 38 anos. Ele é apontado como um dos traficantes do Comando Vermelho com atuação no bairro do Nordeste de Amaralina, na capital baiana. >
As investigações indicam que José Jorge é parceiro de um líder da facção no bairro, de prenome Lucas, que está escondido na capital carioca. Conhecido como 'Surfista', Lucas foi um dos alvos da operação Duas Rosas, em março, mas conseguiu fugir. >
Traficante foragido é preso no Aeroporto de Salvador
O homem preso no aeroporto pretendia encontrar o grupo que conseguiu escapar da operação. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP), havia mandado de prisão por comércio de entorpecentes e associação ao tráfico aberto contra ele. José Jorge foi encaminhado para a Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), no bairro dos Barris. >
A operação Duas Rosas foi deflagrada em 20 de março contra lideranças de organização criminosa do sul da Bahia, que estavam escondidas na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro. Durante a ação, foi presa uma das principais operadoras financeiras da facção baiana Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), ligada ao Comando Vermelho.
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A mulher presa, Núbia Santos Oliveira, é esposa de Wallas Souza Soares, conhecido como ‘Patola’, um dos líderes da facção junto com Ednaldo Pereira dos Santos, conhecido como ‘Dada’. Ela é investigada por lavagem de dinheiro e possuía dois mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas e homicídio. Também foi preso um homem em flagrante, armado com um fuzil, e apreendidas a arma e drogas.>
A operação foi resultado de um trabalho contínuo e integrado de investigação cujo objetivo é a captura de 13 detentos que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis em dezembro de 2024, e que se encontram desde então no Rio de Janeiro, sob a proteção do Comando Vermelho.>
As investigações apontam que os alvos da operação, mesmo foragidos, continuam exercendo papel de liderança e comando à distância, articulando ações criminosas e mantendo vínculos com o tráfico de drogas e outros delitos.>