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Maysa Polcri
Publicado em 6 de abril de 2026 às 16:25
O julgamento dos réus acusados de matar o prefeito de Itagimirim, Rielson Lima, foi adiado. O tribunal do júri aconteceria nesta segunda-feira (6), no Fórum de Eunápolis, 12 anos após o crime. O então gestor foi assassinado em 29 de julho de 2014, dentro de um bar em Itagimirim. Os réus são o vice-prefeito, o irmão dele e outro homem. >
O tribunal do júri foi suspenso após pedido de novas diligências pela defesa dos acusados. A nova data ainda não foi divulgada. O banco dos réus é formado por Rogério Andrade de Oliveira, ex-prefeito da cidade e vice da vítima, Sandro Andrade de Oliveira, irmão de Rogério, e Jaimilton Neves Lopes. A denúncia contra o trio foi apresentada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) em outubro de 2020. >
Segundo a denúncia, Jaimilton Neves executou o prefeito a tiros, dentro de um bar em Itagimirim, por volta das 18h30 de 29 de julho de 2014. Ele teria cometido o crime a mando dos irmãos Rogério e Santo. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu. Rielson Lima era filiado ao então PMDB na época em que foi assassinado. >
As investigações revelaram que a vítima e o denunciado Rogério, quando formaram uma chapa para concorrerem aos cargos de prefeito e vice-prefeito de Itagimirim, nas eleições de 2012, contraíram diversos empréstimos. Os valores teriam sido emprestados por amigos íntimos de Rogério, que ficou responsável pela dívida, tendo Rielson como seu avalista.>
Já no cargo de prefeito, Rielson Lima teria se recusado a desviar recursos públicos para quitar a dívida, que estava ainda maior. Outro desentendimento entre ambos, referente à aprovação do orçamento municipal pela Câmara dos Vereadores levou Rogério, então vice, a romper com o prefeito publicamente, sendo assim todos os seus indicados exonerados de cargos públicos na Prefeitura. De acordo com o promotor de Justiça Helber Luiz Batista, as dívidas e o rompimento político foram os motivos do crime.>
“De posse do cargo de prefeito, Rogério teria acesso aos cofres públicos para quitar a dívida e viria a nomear seu irmão para o cargo de secretário municipal”, detalhou o promotor na denúncia. Para executar seu plano, Rogério simulou uma reconciliação política com o então prefeito e, juntamente com seu irmão, contataram Jaimilton para executar o crime.
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