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Da Redação
Publicado em 4 de setembro de 2023 às 19:47
O Ministério Público Federal (MPF) promoveu, na última terça-feira (29), uma reunião com lideranças ciganas e representantes da Defensoria Pública da União (DPU), do Ministério da Igualdade Racial (MIR) e da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, Povos e Comunidades Tradicionais da Bahia (Sepromi/BA). >
A pauta da reunião tratou da necessidade de representatividade no MIR e na Sepromi, a exemplo do que tem ocorrido com outras comunidades tradicionais, e das políticas públicas em execução ou a executar em favor dos povos ciganos. >
As lideranças ciganas lembraram que os povos ciganos fazem parte da história nacional, chegando ao território brasileiro desde 1574, embora sempre alvo de discriminações. Elas salientaram que alguns avanços começaram a ocorrer a partir dos anos 2000, com viabilização, ativismo, participação em conselhos temáticos e a criação do Dia Nacional do Cigano. Apesar disso, apontaram que continua sendo negado protagonismo aos ciganos, que permanecem sem atendimento a suas reivindicações e sem políticas públicas efetivas.>
A diretora de Políticas para Quilombolas e Ciganos do Ministério da Igualdade Racial fez uma apresentação demonstrando ações realizadas e a realizar em favor dos povos ciganos na Bahia e no país. >
Entre as ações apresentadas, se destacam o mapeamento e o registro de famílias ciganas das etnias Calon, Rom e Sinti, de territórios, rotas e das políticas públicas acessadas nas regiões brasileiras; a realização da Caravana Brasil Cigano, com encontros e escutas dos povos ciganos; as reuniões bilaterais e reunião ampliada com diversos ministérios para assegurar programas e políticas públicas para os povos ciganos; a concretização de agendas positivas com foco em ações concretas, como entrega de cesta de alimentos, inclusão no Programa de Cisternas, bolsas de estudos, entre outras.>
Também foram ressaltados o chamamento de 21 lideranças ciganas para debater em Brasília (DF) sobre o Estatuto dos Povos Ciganos, além da busca por garantir a representatividade dos povos ciganos em funções e consultorias dentro da estrutura e das atividades desenvolvidas pelo MIR na temática.>
A Sepromi, por sua vez, ressaltou estar à disposição para aprimorar sua atuação em busca de efetividade aos direitos dos povos ciganos na Bahia.>