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Osid fazem campanha para aumentar número de sócios protetores

Projeto, que tem objetivo de pular de 17 mil para 50 mil sócios, foi apresentado nesta segunda-feira (6)

  • R
  • Raquel Brito

Publicado em 6 de novembro de 2023 às 21:27

Apresentação da campanha
Apresentação da campanha "Faça-se Presente" Crédito: Divulgação

A nova campanha do programa Sócio-Protetor foi divulgada pelas Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) na manhã desta segunda-feira (6). O projeto foi apresentado na sede da entidade em Salvador, no Bonfim. Atualmente são 17 mil sócios, e a meta da entidade filantrópica é chegar a 50 mil até o dia 28 de novembro. A data marca o Dia de Doar, no qual milhares de organizações ao redor do país estarão preparadas para receber doações.

Os Sócios-Protetores são aqueles que doam de forma recorrente para as Osid. O programa foi criado em 1994. Com o tema “Faça-se Presente”, a campanha deste ano veiculará peças na TV, rádio e portais de notícia, além de redes sociais e outdoors pelas cidades, tanto na capital como no interior do estado.

“A gente faz essa campanha agora para sensibilizar toda a comunidade, fazendo eles entenderem o quão importante é uma doação, mesmo uma pequena, a partir de R$10. Afinal, como Irmã Dulce dizia, 'o pouco de muitos se soma’ e transforma vidas”, disse Sérgio Lopes, assessor corporativo das Osid.

Qualquer pessoa, física ou jurídica, pode se tornar um Sócio-Protetor, passando a contribuir mensalmente com as Obras Sociais Irmã Dulce, com valores a partir de R$10. O pagamento pode ser feito por boleto bancário, débito em conta, PIX, cartão de crédito ou conta de energia – esta última acontece por meio de uma parceria entre as Osid e a Coelba, que possibilita que a cobrança seja feita junto com a conta de energia do Sócio-Protetor.

Para se cadastrar, basta acessar o site doe.irmadulce.org.br ou ligar para a Central de Relacionamento com o Doador, no telefone (71) 3316-8899, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h30.

Para Lopes, os Sócios-Protetores têm total importância na continuação dos trabalhos realizados pelas Obras Sociais. “Se hoje nós não contássemos com as doações, eu diria que não teríamos como manter as atividades como estamos desempenhando ao longo do tempo. A gente tem uma série de atuações que são de extrema relevância e que se não fossem as doações, a gente não teria condições de manter”, afirmou.

O custo das Obras Sociais

Por mês, a Osid gasta, em média, R$25 milhões mensais para manter as atividades. A maior parte desse custo vai para a área de saúde, um dos principais campos contemplados pela entidade. Por funcionar em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS), a maior parte do valor, 87%, vem de contratos com o sistema público. Os outros 13% são conseguidos através de doações.

Segundo Lopes, existe uma defasagem entre a receita do SUS e o seu custo efetivo, e é por isso que os gastos não são cobertos completamente pelo sistema. “Isso não é uma situação exclusiva da nossa instituição e nem da nossa cidade, mas do país inteiro, uma defasagem de tabela. E nós, por sermos 100% SUS, não temos nenhuma outra fonte de recursos dentro da assistência em saúde que não seja essa, então temos esse desafio de ter que correr atrás de outras fontes, a exemplo do sócio protetor, que ajuda imensamente na nossa atuação”, explicou.

O atendimento das Osid inclui pacientes oncológicos, idosos, pessoas com deficiência e com deformidades craniofaciais, pessoas em situação de rua, usuários de substâncias psicoativas e crianças e adolescentes em risco social.

O assessor ressaltou ainda que, ao ano, a instituição acolhe mais de três milhões de pessoas em todo o estado, realiza quase seis milhões de atendimentos ambulatoriais, 49 mil internações e 32 mil cirurgias. Hoje, as Obras Sociais Irmã Dulce contam com 728 leitos pelo SUS, um hospital escola, 19 programas de residência médica e agem também na área da pesquisa: foi, inclusive, um dos centros de pesquisa da vacina da Pfizer durante a pandemia de Covid-19.

Além do campo da saúde, a Osid atua também na educação, com uma escola para alunos de ensino fundamental I e II no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

Inicialmente, em 1964, a atual escola era um orfanato. Trinta anos depois, se transformou em um colégio em tempo integral, no qual mais de 900 crianças têm direito a três refeições por dia, assistência odontológica e material gratuito, sem custo nenhum e com atendimento também às famílias.

Além disso, a entidade também atua na área da indústria, em Simões Filho, com o Centro de Panificação Santa Dulce, uma fábrica de pães, panetones e broas.

*Com orientação da subchefe de reportagem Monique Lôbo.