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Brasileiro que matou os tios na Espanha é considerado psicopata e 'desprovido de empatia'

Laudo diz que Patrick é uma "pessoa desprovida de empatia", consciente e com carência de sentimentos

  • D
  • Da Redação

Publicado em 14 de dezembro de 2016 às 12:27

 - Atualizado há 3 anos

Patrick foi considerado psicopata em laudo(Foto: Reprodução/Facebook)François Patrick Gouveia, que matou e esquartejou uma família brasileira na Espanha, é um psicopata com risco de reincidência e criminoso com alto grau de periculosidade. Esse foi o resultado do laudo psiquiátrico, divulgado pela TVE da Espanha e anexado ao processo que tramita na Justiça espanhola. Ainda segundo o exame psiquiátrico, Patrick é uma "pessoa desprovida de empatia", consciente, muito inteligente e com carência de sentimentos. Os psiquiatras espanhóis enquadraram ainda o brasileiro como alguém incapaz de se colocar no lugar de suas vítimas. Os laudos foram resultado de três sessões e deve contribuir para que Patrick seja considerado com plena responsabilidade nos assassinatos do tio Marcos Campos Nogueira, da esposa dele, Janaína Santos Américo, e dos dois filhos pequenos do casal. Patrick já tinha sido detido em 2013, quando tinha 16 anos, em Altamira (PA), quando esfaqueou um professor dentro da sala de aula. O brasileiro já tinha confessado o crime e, em depoimento, revelou que as mortes foram planejadas e que decidiu atacar todos porque matar somente o tio, Marcos Campos, "parecia cruel". Patrick negou que tenha agido impulsivamente e disse que sentia uma "necessidade de matar" desde que tinha 12 anos. Ele confessou que foi até a casa do tia no dia do crime com intenção de matar todos que viviam lá.

Patrick morou com os tios por quatro meses, período em que demonstrou comportamento agressivo, assédio pessoal a Janaína e protagonizou repetidos episódios psicóticos, segundo informou  jornal "El Español". A família, que originalmente é de João Pessoa (PB), foi morta durante a noite. Depois do crime, o suspeito esquartejou os corpos do casal e os colocou em sacolas encontradas dias depois por vizinhos, que alertaram a polícia sobre o odor nas imediações da casa. Segundo a perícia, o suposto autor teve muito cuidado para limpar a residência e não deixar rastros. O rapaz narrou o crime por WhatsApp para o amigo Marvin Henriques Correia, 18 anos, que estava na Paraíba.

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