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Agência Correio
Publicado em 25 de abril de 2026 às 14:04
A China colocou em teste o primeiro veículo de efeito solo voltado para o resgate marítimo e emergências médicas no oceano nesta semana. A aeronave desenvolvida pela empresa CSSC Haishen Medical Technology Co Ltd, tem estrutura em fibra de carbono e pesa cerca de 2,5 toneladas. >
A aeronave foi projetada para voar rente à superfície da água, a altitudes entre 0,5 e 6 metros, alcançando até 200 km/h. Esse tipo de operação é possível graças ao chamado efeito solo, um fenômeno aerodinâmico que cria uma espécie de 'colchão de ar' entre a aeronave e a superfície do mar. >
China acaba de testar primeiro veículo marítimo de efeito solo do mundo
Esse efeito reduz a resistência no deslocamento da aeronave e aumenta a eficiência energética. Assim, o veículo pode atingir autonomia de até 1 mil quilômetros, o que torna mais ágil e aumenta o alcance de missões de resgate, segundo o ChinaDaily.>
Segundo a empresa, o veículo integra alta inteligência embarcada, tecnologia quântica e comunicação 6G, além de operar conectado a uma plataforma da chamada Internet das Coisas Marítima. Esse sistema permite transmissão de dados em tempo real, operação remota de equipamentos médicos e consultas à distância com especialistas, formando uma cadeia contínua de atendimento, do socorro no local até a evacuação.>
De acordo com a Xinhua News Agency, o equipamento reúne quatro pilares do sistema nacional de resgate médico: dispositivos de atendimento remoto no mar, drones marítimos, helicópteros aerotransportados e módulos de evacuação médica. Na prática, isso permite integrar diferentes frentes de resposta em uma única operação coordenada.>
O veículo também foi concebido para funcionar como uma unidade médica móvel. Ele pode transportar até cinco pacientes sentados ou três em macas, com uma equipe formada por dois enfermeiros, um médico e um piloto. A capacidade de carga útil chega a cerca de 2,5 toneladas, dentro de um peso máximo de decolagem de 5 toneladas.>
Durante os testes, realizados em condições simuladas de emergência, foram avaliados a estabilidade da nave, o desempenho dos sistemas de controle e a confiabilidade dos equipamentos médicos. Segundo Huang Yuhong, presidente e engenheiro-chefe da Haishen, os resultados confirmaram que o veículo conseguiu se mostrar apto para operações reais de resgate marítimo.>
A expectativa, segundo o executivo, é que futuras versões ampliem ainda mais as funcionalidades do modelo de teste, e realize missões de localização, retirada, atendimento e transporte de vítimas em acidentes em alto-mar.>