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Da Redação
Publicado em 1 de agosto de 2013 às 17:54
- Atualizado há 3 anos
FolhapressO ex-motorista de ônibus Ariel Castro foi condenado hoje à prisão perpétua e mais mil anos de prisão por sequestrar três mulheres por mais de dez anos e mantê-las em cativeiro no porão de uma casa em Cleveland, nos Estados Unidos. >
O sequestrador foi preso em 6 de maio, após a polícia libertar Amanda Berry, 27, Georgina DeJesus, 23, e Michelle Knight, 32, que foram capturadas entre 2002 e 2004. Ele foi considerado culpado por 937 acusações, dentre elas sequestro, estupro, agressão e homicídio qualificado por ter provocado um aborto. >
Antes da divulgação da sentença, Castro, que se declarou culpado para fugir da pena de morte, disse que não é uma pessoa violenta e que suas vítimas pediram por sexo. “Eu não sou um monstro. Eu estou doente. Acho que também sou uma vítima”, afirmou. Ele ainda relatou ser um viciado em sexo, que sofreu abusos sexuais quando era jovem e era dependente de pornografia. >
Durante a leitura da sentença, o juiz Michael Russo disse que a sentença foi “proporcional ao dano que você fez. Uma pessoa só pode morrer na prisão uma vez”, explicou o magistrado, sobre sua decisão de incluir mais mil anos à pena de prisão perpétua. >
A única das vítimas que esteve no tribunal foi Michelle Knight, a que ficou mais tempo em cativeiro, desde 2002. Em depoimento, ela disse que, enquanto a vida dela estava apenas começando, a de seu algoz havia terminado. “Você me roubou 11 anos da minha vida, e agora eu consegui recuperá-los. Passei 11 anos no inferno. Agora seu inferno está só começando. Eu vou superar tudo o que aconteceu, mas você vai passar por esse inferno eternamente”.>