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Da Redação
Publicado em 14 de janeiro de 2010 às 09:33
- Atualizado há 3 anos
Subiu para 14 o número de militares brasileiros mortos no terremoto que atingiu o Haiti na terça-feira (12). Pelo menos nove estão feridos e quatro ainda estão desaparecidos, de acordo com informações do Comando do Exército. Ao todo, cerca de 1.200 brasileiros estão no país caribenho e integravam a tropa da paz da ONU, Minustah. >
Os corpos dos militares militares mortos no terremoto de terça-feira (12) permanecem em Porto Príncipe até que sejam realizadas as necrópsias que precisam ser feitas pela Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), para que as famílias tenham direito a indenização.>
Com a morte da coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, subiu para 15 o número de brasileiros mortos. Ela foi atingida pelo desabamento de uma escola, na qual fazia palestra para padres e seminaristas. O corpo da médica deve chegar ainda hoje (14) no Brasil trazido por um avião da FAB.>
ONU: cerca de 150 funcionários ainda estão desaparecidosO prédio da ONU em Porto Príncipe foi destruído pelo terremoto. Pelo menos 17 pessoas que trabalhavam na missão de paz morreram no desabamento. Outros 56 funcionários da organização ficaram feridos. Cerca de 150 funcionários da ONU continuam desaparecidos. O chefe da missão da ONU, o tunisiano Hedi Annabi, foi encontrado entre os escombros do prédio. O brasileiro Luiz Carlos da Costa, segundo na chefia, ainda está desaparecido. O general chileno Ricardo Toro assumiu o comando da missão. >
O principal hospital da capital também desabou e o país necessita de água, artigos médicos e alimentos. Diversos países estão enviando ajuda, dos quais Brasil, Itália e Bélgica incluíram hospitais de campanha. O embaixador do Haiti no Brasil, Idalbert Pierre-Jean, pediu hoje o envio de bombeiros, maquinaria pesada e remédios para socorrer as vítimas do forte terremoto que atingiu o seu país nesta terça-feira. 'As necessidades são infinitas. Mais importante que a ajuda financeira é a intervenção humanitária', disse Pierre-Jean à imprensa em Brasília. >
(Atualizado às 7h11)>