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Mariana Rios
Publicado em 8 de maio de 2026 às 20:42
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (8) um cessar-fogo de três dias entre Rússia e Ucrânia, previsto para começar neste sábado (9). Segundo Trump, a expectativa é que a medida abra caminho para um acordo mais amplo que encerre a guerra iniciada em 2022. >
A trégua coincide com as comemorações do Dia da Vitória na Rússia, celebrado em 9 de maio. Moscou já havia anunciado anteriormente um cessar-fogo unilateral de dois dias durante o feriado, enquanto Kiev afirmava ter proposto uma pausa nos combates desde a última quarta-feira, sem resposta positiva do Kremlin até então.>
“Esperemos que seja o começo do fim de uma guerra muito longa, mortal e difícil”, escreveu Trump em sua rede Truth Social. O presidente americano também afirmou que o acordo prevê uma troca de mil prisioneiros de cada país.>
Segundo Trump, o entendimento foi acertado diretamente com o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.>
Pouco depois do anúncio, Zelensky confirmou que o cessar-fogo entre os dias 9 e 11 de maio “deve ser estabelecido” e disse que Moscou autorizou uma grande troca de prisioneiros. O líder ucraniano também orientou as forças armadas do país a não realizarem ataques contra o desfile militar marcado para sábado na Praça Vermelha, em Moscou.>
O Kremlin também declarou apoio à iniciativa. O conselheiro de política externa russo, Yuri Ushakov, afirmou que Moscou aceita “a proposta apresentada pelo presidente dos EUA”.>
Antes do anúncio da trégua, Rússia e Ucrânia continuaram trocando ataques. A Força Aérea ucraniana informou que Moscou lançou 67 drones durante a madrugada — o menor número em quase um mês. Já a Rússia afirmou ter abatido mais de 400 drones ucranianos desde a meia-noite, incluindo cerca de 100 direcionados à região de Moscou.>
As tensões aumentaram nos últimos dias após a Rússia ameaçar responder duramente caso a Ucrânia tentasse atingir o desfile do Dia da Vitória. Autoridades russas chegaram a recomendar que diplomatas estrangeiros deixassem Kiev temporariamente.>
Mesmo diante das ameaças, moradores da capital ucraniana relataram à agências de notícias que o clima de alerta já virou rotina após mais de quatro anos de guerra.>
Além dos ataques aéreos, a Ucrânia intensificou nas últimas semanas operações com drones em território russo, atingindo alvos a centenas de quilômetros da fronteira. Moscou classificou os episódios como “atos de natureza terrorista”.>