Portabilidade: homem cobre tatuagem do Vasco com escudo do Flamengo

esportes
12.07.2019, 16:39:00
Atualizado: 12.07.2019, 17:08:59
O antes e depois de 'Gago' (Foto: Acervo Pessoal)

Portabilidade: homem cobre tatuagem do Vasco com escudo do Flamengo

"Estava cansado de sofrer", argumentou o torcedor

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

Um ditado que os aficionados por futebol costumam usar é "nós trocamos de esposa, de amigos... Menos de time, esse é pra sempre". Entretanto, um torcedor carioca resolveu contrariar esta máxima.

Vascaíno até então, um homem de 32 anos, identificado como "Gago", registrou seu "amor" pela equipe carioca na pele, tatuando uma cruz-de-malta, imagem que simboliza o Vasco. Decepcionado com o desempenho recente do time, o torcedor fez uma "portabilidade futebolística" e trocou de equipe. Agora é flamenguista.

E mais: para apagar os vestígios de seu passado alvinegro, Gago cobriu a tatuagem que fizera para homenagear o Vasco e desenhou, por cima, o escudo do Flamengo. 

“Cansei de ficar assistindo jogo até os 45 (minutos) do segundo tempo e tomar gol. É muito sofrimento. Um dia tinha que acabar”, argumentou o torcedor ao jornal Extra. 

O vídeo do homem comentando a troca de time do coração viralizou nas redes sociais nesta sexta-feira (12). “Eu acordo feliz. Sou feliz. Não aguentei mais sofrer”, desabafa.

Segundo o torcedor, a nova tatuagem foi feita após receber o presente de amigos do bar do Flamengo, na Vila Aliança, zona oeste do Rio de Janeiro.

Instigado pelo autor do vídeo sobre o recado que dá aos vascaínos, Gago manda um recado: “Pula que o muro está baixo”, diz.

Foto: Acervo Pessoal

Obrigado a ser vascaíno
Ao Extra, Gago contou que desde a infância seu coração era rubro-negro. Entretanto, devido à pressão exercida pela família, em especial o pai, que é vascaíno "doente", ele acabou optando, sem legítima vontade, pela cruz-de-malta.

“O meu pai, que é Vasco doente, reclamou um pouco, mas aceitou. Minha mãe é flamenguista, minha esposa também”, contou sobre a reação dos familiares à mudança.

Segundo o homem, ele ganhou de presente mais do que a cobertura da tatuagem. "Há meses que não pago nada em churrasco, estou bebendo de graça. Ganhei até camisa. Só falta ganhar dinheiro com isso”, diz, rindo.

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas