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Maysa Polcri
Publicado em 5 de junho de 2026 às 14:32
Em seu quarto ano de atividade, o projeto Corais de Maré atingiu a marca de 3.181 colônias cultivadas e em desenvolvimento, em uma área de 7 mil m² na Baía de Todos-os-Santos, na Ilha de Maré, em Salvador. >
A iniciativa, desenvolvida pela Carbono 14 em parceria com a Universidade Federal da Bahia (Ufba) e o Instituto de Pesca Artesanal de Ilha de Maré (IPA), e patrocínio da Braskem, utiliza tecnologia inédita, com uso do plástico e outros materiais para potencializar o crescimento da espécie de coral nativo Millepora Alcicornis, também conhecido como Coral de Fogo. >
O balanço do quarto ano de atividade do Corais de Maré foi divulgado na semana em que é celebrado o Dia Mundial dos Oceanos, em 8 de junho. >
O CEO da Carbono 14 e idealizador da iniciativa, José Roberto Caldas, conhecido como Zé Pescador, celebrou os resultados. “O projeto consolidou a cultura oceânica em comunidades tradicionais, permitindo que eles participassem do processo de recuperação dos corais e discutissem temas importantes, como os efeitos da crise climática”, destacou Zé. >
De acordo com Igor Cruz, professor de Oceanografia Biológica do Instituto de Geociências da Ufba e que atua no projeto, a quantidade de coral da espécie nativa praticamente dobrou nos recifes que estão sendo trabalhados pela equipe. “Temos mais colônias e colônias maiores, que estão crescendo justamente nos locais onde há intervenção nossa, quando comparados com outros recifes da região”, pontuou. >
Ao longo de quatro anos de atuação, o projeto Corais de Maré, por meio de palestras, workshops, fóruns, mutirões de limpeza, cursos e ações realizadas em escolas e universidades, envolveu diretamente 983 pessoas e alcançou outras 3.930 de forma indireta.>
Magnólia Borges, gerente de Relações Institucionais da Braskem, destaca que a união entre ciência, educação e engajamento social promovida pelo Corais de Maré é de extrema importância para a preservação ambiental. “Para além das ações de restauração, a iniciativa amplia seu impacto ao estimular o conhecimento e a valorização da nossa costa, que é um verdadeiro patrimônio natural. Ver estudantes, pesquisadores e comunidade participando deste movimento reforça a importância de construirmos, juntos, um futuro mais sustentável para as próximas gerações”, ressaltou.>
Além do trabalho de recuperação dos recifes de corais, o projeto também promoveu diversas iniciativas de conscientização sobre a importância do ambiente marinho, os impactos causados pela ação do homem e pelas mudanças climáticas. Uma destas ações é o Corais de Maré Vai à Escola, que no último ano foi realizado em quatro escolas da rede municipal de Ilha de Maré, tendo a participação de 233 alunos e 17 professores, totalizando 250 pessoas envolvidas da comunidade escolar. >
Foi realizado também um workshop científico na UFBA, com o objetivo de promover a troca de conhecimento entre a academia e a comunidade sobre a restauração de recifes de corais na Bahia de Todos os Santos. Em novembro, o projeto promoveu a limpeza submarina na Praia de Santana, em Ilha de Maré, tendo sido coletados 42,5 Kg de resíduos. Além disso, foi realizada a limpeza da faixa de areia e manguezal da localidade de Bananeiras, onde foram recolhidos 130kg de resíduos.>