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Remédio de uso controlado causa dependência e pode levar à morte

Operação realizada nesta semana interditou 14 estabelecimentos e prendeu 11 pessoas

  • D
  • Da Redação

Publicado em 6 de março de 2010 às 11:17

 - Atualizado há 3 anos

Uma bomba que pode levar prisão. Vender remédios controlados sem a solicitação médica tem definição clara: tráfico de drogas. De nada adiantam o alvará de funcionamento da farmácia e cumprir as obrigações trabalhistas dos empregados.

“Vender uma caixinha de medicamento tarja preta sem receituário em farmácias é a mesma coisa que vender cocaína. O tratamento penal é o mesmo”, lembra o chefe de segurança institucional da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Adilson Bezerra. O órgão fez operação esta semana em Salvador, onde interditou 14 estabelecimentos e prendeu 11 pessoas.

AZULAs medicações de tarja preta mais procuradas são os ansiolíticos. Os tranqüilizantes da receita azul ajudam a diminuir a ansiedade e a tensão. “O abuso dessas medicações pode causar dependência”, diz a psiquiatra Manuela Garcia, do Hospital Espanhol. Segundo ela, os pacientes tratados com as drogas costumam indicá-las e fornece-las para outras pessoas. “Remédios com Diazepam, Alprazolam e Lorazepam são os mais solicitados. A superdosagem leva ao risco de morte”.

Com problemas de saúde há sete anos, Maria Clara – nome fictício - já aproveitou a facilidade na compra de ansiolíticos e antidepressivos em farmácias. “Compro remédio com receita, mas nem sempre os médicos estão disponíveis. Então, para não ficar sem eles, crio elo com as farmácias”, conta.

ILEGALA aposentada sofre de problemas crônicos de dor e não vive sem os 14 comprimidos que toma por dia. “Só durmo à base de um desses remédios. Acordo com dor e nem sempre só os analgésicos funcionam”, relata. Ela acredita que a compra ilegal acontece também porque o médico não facilita a vida do paciente. “Sempre compro Rivotril e  Lexotan sem receita. Também é fácil de conseguir o antidepressivo Cymbalta porque é caro, custa R$250”,afirma.

Para Maria Clara, os remédios de receita amarela, que corresponde ao grupo de drogas para aliviar a dor, são mais controlados. “Mytadon e Dimorf nem sempre eu compro sem receita. Às vezes a farmácia libera e eu tenho que mandar a receita depois”.

CAIXA No Largo Dois de Julho, no Centro de Salvador,um proprietário de farmácia foi preso em flagrante esta semana por desviar medicamentos controlados. O paciente pedia uma caixa de remédio e entregava a receita tarja preta solicitando três caixas.A farmácia vendia uma e desviava duas.A prática também acontecia em Feira de Santana e é muito comum nas farmácias do país.

Feira de Pramil em São JoaquimNa feira de São Joaquim, ambulantes com cartelas coloridas agem livremente vendendo o Pramil, medicamento que ajuda a melhorar o desempenho sexual. Enquanto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária encerrava a Operação Fênix, os vendedores “trabalhavam” sem ser importunados.

O preço da unidade fica entre 3 reais e 5 reais. Mas no local pode-se encontrar também outras marcas que os vendedores se recusaram a mostrar. “É comum essa venda aqui. Eles vêm todos os dias. São muito procurados e ainda oferecem marca nova”, diz Joel Anunciação, presidente do Sindicato dos Feirantes.

Operação fecha fábrica de remédiosRealizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com o apoio da Polícia Federal, Polícia Militar e Vigilância Sanitária municipal, em Salvador e Feira de Santana, a Operação Fênix, iniciada na segunda-feira e finalizada na quinta, fechou uma fábrica clandestina em Feira e apreendeu 3,5 toneladas de cosméticos e medicamentos ilegais em toda a ação. Foram encontrados também medicamentos falsos, contrabandeados, sem autorização, além de inúmeras vendas sem prescrição médica.

O objetivo era orientar e fiscalizar o cumprimento das novas regras para farmácias e drogarias, mas o quadro foi outro. Segundo a regra, todos os remédios devem permanecer em área de circulação restrita aos funcionários e não é permitida sua posição direta ao alcance dos usuários do estabelecimento.Veja também: